quinta-feira, 23 abril, 2026
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Qualcomm aposta em robótica como nova frente de crescimento

CEO da Qualcomm diz que robótica pode ganhar escala em até dois anos. Empresa lançou chip Dragonwing e vê IA física impulsionando o setor

Qualcomm avalia que a robótica pode se tornar uma “oportunidade maior” para a companhia nos próximos dois anos. A afirmação foi feita pelo CEO Cristiano Amon em entrevista à CNBC durante o Mobile World Congress, realizado em Barcelona, na Espanha.

Segundo o executivo, a empresa espera que a área comece a ganhar escala nesse intervalo de tempo, à medida que amplia sua atuação para além do mercado de smartphones, segmento no qual seus chips já têm presença consolidada.

Em janeiro, a Qualcomm lançou um processador voltado para robôs sob a marca Dragonwing. A proposta é desenvolver um chipset capaz de operar em diferentes plataformas de robótica, em linha com a estratégia adotada no setor de celulares, onde os processadores Snapdragon são utilizados por fabricantes de eletrônicos.

Amon afirmou que a robótica deve começar a ganhar escala dentro de dois anos e se tornar uma oportunidade maior para a companhia nesse período.

Crescimento do mercado de robótica

O setor abrange diferentes tipos de aplicações, que vão de braços robóticos voltados à indústria até robôs humanoides, categoria em desenvolvimento por empresas como a Tesla e por diversas companhias chinesas.

As estimativas para o mercado variam. A McKinsey & Company projeta que o mercado de robôs de uso geral pode alcançar US$ 370 bilhões até 2040. Já analistas da RBC Capital Markets estimam um mercado total endereçável global para humanoides de US$ 9 trilhões até 2050.

Além da engenharia necessária para permitir o movimento e a operação das máquinas, o avanço recente da robótica também está associado à evolução dos modelos de inteligência artificial. Esses sistemas são projetados para permitir que os robôs compreendam o ambiente ao redor e ajam de acordo com essas informações. A categoria é frequentemente chamada de “IA física”.

“Muitas pessoas disseram que apenas a robótica, sozinha, poderia ser uma oportunidade de um trilhão de dólares em termos de tamanho de mercado… a realidade é que agora vemos que, por causa da IA física, os robôs se tornaram muito mais úteis”, afirmou Amon.

Concorrência e destaques no MWC

A robótica também é vista como uma frente relevante por outras empresas do setor. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, disse no ano passado que a área representa uma das principais fontes potenciais de crescimento para a companhia.

O tema é um dos destaques do Mobile World Congress deste ano, que conta com diferentes robôs em exibição. No domingo, a fabricante chinesa Honor apresentou uma prévia de seu primeiro robô humanoide.

Por: Ana Luiza Figueiredo

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