TV 3.0 chega ao Brasil com nova plataforma da EBC que integra canais, apps e serviços públicos direto na televisão aberta
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) apresentou a Plataforma Comum da TV 3.0, ou DTV+, durante uma demonstração para jornalistas e influenciadores. A informação foi divulgada pela Agência Brasil.
A tecnologia já está em funcionamento em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e mistura programação tradicional com serviços digitais e novas formas de interação.
TV aberta ganha cara de streaming
A mudança começa já ao ligar a televisão. Em vez de entrar direto na programação, o usuário se depara com uma tela inicial com aplicativos, em um formato parecido com o de plataformas de streaming.
A proposta é reunir tudo em um só ambiente. Canais, conteúdos sob demanda e serviços digitais passam a conviver na mesma interface. A Plataforma Comum, operada pela EBC, funciona como ponto de entrada para canais federais e serviços do governo.
Não é só uma mudança visual. É uma reorganização da forma como a TV aberta é usada no dia a dia.
Controle remoto deixa de ser só troca de canal
O controle remoto passa a ter outra função nesse sistema. Além de trocar canais, ele permite navegar por conteúdos sob demanda, participar de enquetes e acessar serviços públicos diretamente pela tela da TV.
O diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, Bráulio Ribeiro, demonstrou o funcionamento da plataforma e destacou que é possível alternar entre programação ao vivo e recursos digitais sem sair da interface principal.
Entre as funções apresentadas estão:
- localização da Farmácia Popular mais próxima;
- catálogo de cursos de formação profissional;
- acesso a conteúdos sob demanda da TV Brasil;
- participação em enquetes de programas;
- serviços digitais integrados.
Acessibilidade e experiência personalizada
A TV 3.0 também traz avanços em acessibilidade. O secretário de Radiodifusão, Wilson Wellisch, afirmou que recursos como a audiodescrição poderão ser transmitidos separadamente, permitindo que cada pessoa escolha como consumir o conteúdo dentro de casa.
Já o secretário de Políticas Digitais, João Brant, explicou que a lógica muda: em vez de o usuário buscar informações, elas passam a ser exibidas diretamente na tela, de forma mais contextual.
A presidente da EBC, Antonia Pellegrino, afirmou que “quando ligarmos a TV, vai aparecer uma interface com vários aplicativos. E o primeiro ícone será o da Plataforma Comum, que é um hub onde o cidadão terá acesso rápido aos canais federais, mas também aos serviços digitais do governo”.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, disse que o Brasil pode liderar a adoção da tecnologia na América Latina e ampliar sua influência regional.
Por: Valdir Antonelli


