sexta-feira, 26 junho, 2026
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Petrobras, BNDES e Finep lançam fundo de R$ 500 milhões para acelerar inovação na transição energética

Fundo apoiará startups e pequenas empresas com soluções para energias renováveis, baterias, captura de carbono e descarbonização.

A Petrobras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram a abertura de uma chamada pública para startups e pequenas e médias empresas interessadas em desenvolver soluções inovadoras voltadas à transição energética. A iniciativa foi apresentada durante o Energy Summit, realizado no Rio de Janeiro, e marca um dos maiores movimentos de incentivo à inovação tecnológica de baixo carbono no país.

O Fundo de Investimento em Participações (FIP) de Transição Energética contará com aporte inicial de até R$ 500 milhões, sendo R$ 250 milhões da Petrobras, R$ 125 milhões do BNDES e R$ 60 milhões da Finep. O montante poderá ser ampliado com a entrada de novos investidores privados ao longo do processo. Cada projeto selecionado poderá receber até R$ 10 milhões em investimentos.

Transição energética

A iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para a descarbonização da economia, incluindo projetos relacionados a energias renováveis, armazenamento de energia por baterias, captura e armazenamento de carbono (CCUS), combustíveis sustentáveis, hidrogênio de baixa emissão, eficiência energética e redução das emissões industriais.

Segundo Rodrigo Pimentel, gerente executivo de Energias Renováveis da Petrobras, o objetivo é apoiar soluções que ainda se encontram em estágios iniciais de maturidade tecnológica, mas que possuem potencial para ganhar escala e contribuir para a transformação da matriz energética brasileira.

A chamada também contempla iniciativas ligadas aos chamados minerais críticos, fundamentais para a fabricação de baterias, equipamentos de geração renovável e tecnologias de descarbonização. De acordo com Lilian Barreto, gerente executiva do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), esses minerais serão cada vez mais estratégicos para a segurança energética global e para o avanço das tecnologias de baixo carbono.

O anúncio reforça a estratégia da Petrobras de ampliar sua atuação na agenda climática. Atualmente, cerca de 20% do orçamento anual do Cenpes, estimado em aproximadamente US$ 800 milhões, é destinado a projetos de baixo carbono. A meta da companhia é elevar esse percentual para 40% até 2030.

Diferentes soluções

Embora mantenha seus investimentos na exploração e produção de petróleo, a Petrobras tem defendido uma estratégia de integração entre combustíveis fósseis e fontes renováveis. A companhia afirma que o futuro da energia passará por uma combinação de diferentes soluções, com foco na redução das emissões associadas à produção e ao uso dos recursos energéticos.

Para especialistas, a criação do fundo representa um passo importante para reduzir um dos principais gargalos da inovação climática no Brasil: o acesso ao capital para desenvolvimento e escalonamento de tecnologias emergentes. Além de estimular a competitividade nacional, a iniciativa pode fortalecer cadeias produtivas estratégicas, gerar empregos qualificados e acelerar a inserção do país na economia de baixo carbono.

Com abundância de recursos renováveis, capacidade industrial instalada e uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o Brasil reúne condições favoráveis para se tornar um dos protagonistas globais da transição energética, segundo especialistas. Assim, o novo fundo surge como um instrumento para transformar esse potencial em inovação, desenvolvimento tecnológico e oportunidades de negócios sustentáveis.

Fonte: Folha de SP

Por: Redação Portal Sustentabilidade

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