sexta-feira, 24 abril, 2026
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Novo centro de inovação da UFRGS está instalado no prédio da extinta colônia de férias, em Tramandaí

Com foco no desenvolvimento da inovação e do empreendedorismo em diferentes setores de serviços e produção, o novo centro de inovação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) está instalado no prédio da extinta colônia de férias da instituição, em Tramandaí, no Litoral Norte. O espaço de 5.848 metros quadrados vem passando por uma série de readequações desde o ano passado e, atualmente, é utilizado por estudantes, professores e técnicos administrativos.

A proposta de mudança para uso das instalações foi cercada de polêmicas junto à comunidade acadêmica, que criticou a forma como o serviço da colônia foi extinto e a falta de debates dentro da instituição para a criação do novo órgão. Em janeiro de 2022, a administração do espaço, que era parte do patrimônio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), foi repassada para a Pró-Reitoria de Inovação e Relações Institucionais (Proir).

De acordo com o pró-reitor de Inovação e Relações Institucionais, professor Geraldo Pereira Jotz, em dezembro de 2020, o departamento pediu para utilizar uma pequena parte do prédio com o objetivo de começar a motivar ações de empreendedorismo no Litoral. Ele afirma que, desde então, o local não era utilizado como colônia e estava em péssimo estado de conservação — um problema já presente antes mesmo da pandemia de covid-19.

A Proir assumiu a administração do espaço em janeiro do ano passado e logo iniciou as reformas necessárias. Segundo Jotz, as redes elétrica e de esgotos foram consertadas, assim como o telhado, que foi trocado. Agora, está sendo feita uma adequação interna e já foram solicitadas melhorias em um dos muros, que está com problemas estruturais.

— Falta a questão de reboco, a pintura do prédio e a troca de janelas. Mas está seguro para utilização, apesar de ainda ter várias coisas a serem feitas. Algumas partes já foram reformadas e outras serão neste ano, na medida em que o orçamento seja liberado — explica.

Geraldo Pereira Jotz destaca que o Centro de Inovação UFRGS Litoral vem participando de editais de fomento e buscando captar recursos financeiros externos para melhorar a infraestrutura do prédio. No final de 2022, foram contemplados com o valor de R$ 2 milhões pelo Edital Finep “Laboratórios abertos de prototipagem e espaços de trabalho compartilhado”, para desenvolver um projeto de prototipagem.

Conforme o pró-reitor, a ideia é que o centro trabalhe com parcerias para o desenvolvimento da inovação na região. O local já tem vínculo com empresas incubadas na Incubadora Multissetorial Zenit (IMZ) e com projetos de iniciação empreendedora. Além disso, existe a expectativa de levar para o Litoral o projeto Centro de Recondicionamento de Computadores, que é uma iniciativa do Parque Zenit UFRGS e do Ministério das Comunicações já desenvolvida em Porto Alegre.

Uso do espaço e parceria com o Campus Litoral Norte 

Ainda no primeiro semestre de 2022, houve uma tentativa de que a colônia de férias pertencesse ao campus da UFRGS no Litoral Norte. De acordo com o diretor acadêmico do local, Jonas José Seminotti, o assunto foi debatido e houve uma decisão do Conselho Universitário (Consun) de que o processo de transferência de gestão do espaço para a Proir fosse desfeito e que o mesmo ficasse sob responsabilidade do Campus Litoral Norte (CLN).  

No entanto, Jotz afirma que Procuradoria-Geral Federal definiu que a decisão final ficaria a cargo do reitor da universidade, Carlos André Bulhões, considerando o maior benefício à sociedade. Desta forma, a gestão do local permaneceu com a Proir.

Neste período, segundo Seminotti, o Campus Litoral Norte criou um grupo de trabalho, formado por docentes, estudantes e técnicos, para elaborar uma proposta sobre o uso do espaço. Este é um processo que está em fase inicial, garante o diretor acadêmico, e a sugestão pode ir no sentido de uma utilização conjunta do prédio, já que o campus enfrenta uma falta de espaço físico para comportar todas as salas de aula, laboratórios, biblioteca e moradia estudantil.

Seminotti afirma, contudo, que a reitoria já informou que o CLN poderá usar os espaços do centro de inovação para atividades acadêmicas, o que é reforçado pelo pró-reitor:

— A ideia também é produzir parcerias com o Campus Litoral Norte na área da inovação e do empreendedorismo. Nós somos uma universidade só e trabalhamos para a sociedade. A administração central entende que não cabe mais ter uma colônia de férias e que temos que prestar mais serviços à sociedade. E o centro é um meio de se prestar um serviço a mais, principalmente nessas duas áreas.

Jotz acrescenta que o centro atualmente é utilizado por alunos, professores e técnicos administrativos e que há, inclusive, estudantes que dormem no local quando necessário.

— Mantivemos espaços para os alunos que fazem trabalho de campo e de extensão para que eles possam pernoitar. Não é mais uma colônia de férias, mas continua tendo espaço para os alunos. Nós temos em torno de 30 lugares de pernoite para aqueles que estão em trabalho de campo e em trabalho de extensão, sem custo nenhum — ressalta.

Por GZH Educação

Redação
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