sábado, 25 abril, 2026
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Neo: 1º robô humanoide doméstico coleta dados dos usuários

Robô realiza tarefas como regar plantas e organizar a casa, mas requer monitoramento por funcionários em certas situações.

Na última terça-feira (28), a empresa 1X Technologies começou a distribuição inicial do robô humanoide Neo, o primeiro com funções domésticas.

Em um anúncio à imprensa, a startup de origem norueguesa – que já recebeu investimentos da OpenAI e da Samsung –, revelou que as primeiras entregas do Neo começarão em 2026.

A 1X Technologies publicou um vídeo com o Neo realizando tarefas domésticas, mostrando o robô humanoide regando plantas e organizando os cômodos de uma casa.

Com 1,67 de altura e 30 kg, o Neo consegue carregar itens de até 25 kg. A bateria do robô humanoide dura quatro horas e os donos conseguem ver o ambiente pela perspectiva do Neo, graças às câmeras integradas em seu corpo.

“O Neo é o primeiro robô humanoide desenvolvido para transformar a vida doméstica. Estamos muito felizes por anunciar que a pré-venda do Neo já começou”, afirmou a 1X Technologies.

No entanto, a pré-venda e as entregas em 2026 serão exclusivas para clientes dos Estados Unidos, que terão que desembolsar US$ 20 mil (cerca de R$ 107 mil) para comprar o robô.

De acordo com a empresa, a previsão de expansão global das vendas do Neo é para 2027.

Robô humanoide Neo e a privacidade dos usuários

Contudo, um grande problema do Neo está relacionado à privacidade dos usuários que comprarem o robô humanoide. Para o robô operar com todas as suas funções, é preciso fornecer informações consideráveis à 1X.

O robô humanoide possui um recurso de autonomia no qual os funcionários da empresa, operando da sede nos EUA, controlam o Neo de maneira remota usando headsets de realidade virtual.

Isso permite que o robô amplie suas capacidades. Além disso, esse recurso chamado “modo especialista” ativa os anéis de LED do robô para indicar a atividade de operação externa.

O norueguês Bernt Børnich, CEO da empresa, considera o “modo especialista” como um contrato social.

“[O Neo] não é para todos. Se você comprar esse produto, é porque você concorda com tal contrato social. Pois, se não tivermos seus dados, não poderemos melhorar o produto”, afirmou Børnich ao Wall Street Journal.

Aliás, o WSJ testou o Neo na sede da empresa. A colunista de tecnologia do jornal, Joanna Stern, que assinou a matéria e gravou um vídeo, alertou sobre essa questão de privacidade. Além disso, a jornalista foi cética quanto à autonomia do robô humanoide.

“Não vi o Neo realizar nenhuma tarefa de maneira autônoma, apesar do vídeo que a empresa compartilhou mostrando o Neo abrindo uma porta sozinho”, disse Stern na matéria.

Confira o vídeo do Wall Street Journal com o robô humanoide Neo:

Por: Redação Giz Br

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