Robô realiza tarefas como regar plantas e organizar a casa, mas requer monitoramento por funcionários em certas situações.
Na última terça-feira (28), a empresa 1X Technologies começou a distribuição inicial do robô humanoide Neo, o primeiro com funções domésticas.
Em um anúncio à imprensa, a startup de origem norueguesa – que já recebeu investimentos da OpenAI e da Samsung –, revelou que as primeiras entregas do Neo começarão em 2026.
A 1X Technologies publicou um vídeo com o Neo realizando tarefas domésticas, mostrando o robô humanoide regando plantas e organizando os cômodos de uma casa.
Com 1,67 de altura e 30 kg, o Neo consegue carregar itens de até 25 kg. A bateria do robô humanoide dura quatro horas e os donos conseguem ver o ambiente pela perspectiva do Neo, graças às câmeras integradas em seu corpo.
“O Neo é o primeiro robô humanoide desenvolvido para transformar a vida doméstica. Estamos muito felizes por anunciar que a pré-venda do Neo já começou”, afirmou a 1X Technologies.
No entanto, a pré-venda e as entregas em 2026 serão exclusivas para clientes dos Estados Unidos, que terão que desembolsar US$ 20 mil (cerca de R$ 107 mil) para comprar o robô.
De acordo com a empresa, a previsão de expansão global das vendas do Neo é para 2027.
Robô humanoide Neo e a privacidade dos usuários
Contudo, um grande problema do Neo está relacionado à privacidade dos usuários que comprarem o robô humanoide. Para o robô operar com todas as suas funções, é preciso fornecer informações consideráveis à 1X.
O robô humanoide possui um recurso de autonomia no qual os funcionários da empresa, operando da sede nos EUA, controlam o Neo de maneira remota usando headsets de realidade virtual.
Isso permite que o robô amplie suas capacidades. Além disso, esse recurso chamado “modo especialista” ativa os anéis de LED do robô para indicar a atividade de operação externa.
O norueguês Bernt Børnich, CEO da empresa, considera o “modo especialista” como um contrato social.
“[O Neo] não é para todos. Se você comprar esse produto, é porque você concorda com tal contrato social. Pois, se não tivermos seus dados, não poderemos melhorar o produto”, afirmou Børnich ao Wall Street Journal.
Aliás, o WSJ testou o Neo na sede da empresa. A colunista de tecnologia do jornal, Joanna Stern, que assinou a matéria e gravou um vídeo, alertou sobre essa questão de privacidade. Além disso, a jornalista foi cética quanto à autonomia do robô humanoide.
“Não vi o Neo realizar nenhuma tarefa de maneira autônoma, apesar do vídeo que a empresa compartilhou mostrando o Neo abrindo uma porta sozinho”, disse Stern na matéria.
Confira o vídeo do Wall Street Journal com o robô humanoide Neo:
Por: Redação Giz Br


