quinta-feira, 04 junho, 2026
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Brasil é 3º País mais complexo do mundo para fazer negócios

Edição analisa a atuação de multinacionais em 81 jurisdições com 292 indicadores de legislação, contabilidade e tributos

O Brasil retornou ao posto de terceiro País mais complexo do mundo para fazer negócios, de acordo com ranking da consultoria TMF Group. Depois de migrar para a sétima posição, em 2024, e a sexta, em 2025, o País voltou ao lugar que ocupava em 2023 – no ano anterior, 2022, chegou a estar no topo da lista.

O ranking considera, nesta edição, a complexidade para empresas multinacionais atuarem em 81 jurisdições, com base em 292 indicadores que abrangem questões de legislação, compliance, regras de contabilidade e de tributação, recursos humanos e obrigações de folha de pagamento.

A Grécia lidera o ranking de complexidade pelo terceiro ano consecutivo, seguida pelo México, que assumiu a segunda posição nesta edição. Na ponta oposta, as jurisdições menos complexas são as Ilhas Cayman (81ª), Dinamarca (80ª) e Jersey (79ª) – uma ilha localizada no Canal da Mancha.

Para a TMF, no caso do Brasil, o sistema tributário com múltiplas camadas e as mudanças regulatórias frequentes aumentam a complexidade do País. O quadro é agravado por exigências rigorosas de compliance e regras inconsistentes nos níveis federal, estadual e municipal, acrescenta o relatório.

“As empresas precisam contar com expertise local, especialmente porque os obstáculos regulatórios muitas vezes atrasam a instalação, o registro e o licenciamento de negócios”, diz o texto.

O impacto da reforma tributária sobre as empresas estrangeiras também é destacado pela consultoria. Ela ressalta que, embora simplifiquem processos, as novas regras sobre impostos e câmbio adicionam camadas de complexidade ao sistema brasileiro.

A TMF avalia ser provável que, nos próximos 12 meses, os legisladores implementem modificações adicionais nas áreas de contabilidade, tributação, mercados de capitais e fundos.

A instabilidade política e econômica persistente no País também é um obstáculo adicional ao ambiente de negócios, afirma o relatório. A consultoria diz que a expectativa é que esse cenário continue à frente, o que demanda que os investidores façam análises detalhadas e uma mitigação de risco rigorosa antes de entrarem no mercado brasileiro.

A TMF pondera que, apesar desses desafios, as autoridades e empresas continuam a progredir no Brasil com a adoção de tecnologias – como as assinaturas digitais e o arquivamento eletrônico. Esse movimento “gradualmente alivia pressões administrativas e acelera processos que anteriormente eram manuais e demorados”, diz.

As 10 jurisdições mais complexas para negócios em 2026:

1º – Grécia
2º – México
3º – Brasil
4º – França
5º – Turquia
6º – Colômbia
7º – Bolívia
8º – Itália
9º – Argentina
10º – Peru

As 10 jurisdições menos complexas para negócios em 2026:

1º – Ilhas Cayman
2º – Dinamarca
3º – Jersey
4º – Hong Kong
5º – Países Baixos
6º – Nova Zelândia
7º – República Tcheca
8º – Ilhas Virgens Britânicas
9º – Malta
10º – Curaçau

Com informação do Estadão de Conteúdo (Marianna Gualter).

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