sexta-feira, 10 julho, 2026
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Meta inicia produção de chip de IA próprio em setembro, diz agência

Empresa planeja dobrar capacidade de computação para 14 gigawatts em 2027 e gastar até US$ 145 bilhões em infraestrutura este ano

A Meta planeja iniciar a fabricação de seu chip de inteligência artificial próprio em setembro, segundo memorando interno lido pela Reuters. O chip, com codinome “Iris”, faz parte de um projeto de quatro gerações chamado MTIA (Meta Training and Inference Accelerators) e foi desenvolvido internamente para reduzir a dependência de fornecedores como Nvidia e AMD.

Testes concluídos em tempo recorde

Os testes do chip levaram apenas seis semanas e não encontraram problemas graves, segundo o memorando. O prazo é significativamente mais curto que o usual para esse tipo de desenvolvimento e sinaliza um avanço relevante para um projeto que, segundo o próprio documento, enfrentou dificuldades desde seu lançamento há mais de cinco anos.

A Meta trabalha com a Broadcom no design do chip e com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) na fabricação – a mesma parceria adotada por outras grandes empresas de tecnologia que desenvolvem silício próprio.

Sete gigawatts em 2026, catorze em 2027

O documento mostra que a Meta planeja implantar sete gigawatts de infraestrutura de computação em 2026 e dobrar esse número em 2027, chegando a 14 gigawatts. Para sustentar essa expansão, a empresa fechou acordos de fornecimento de longo prazo com a Samsung Electronics para chips de memória, a Sandisk para armazenamento flash e a Sumitomo Electric para equipamentos de fibra óptica.

O investimento total previsto em infraestrutura de IA este ano pode chegar a US$ 145 bilhões – parcela significativa dos mais de US$ 700 bilhões que as grandes empresas de tecnologia devem gastar no setor, segundo a Reuters.

Por que a Meta quer chip próprio

O Iris foi desenvolvido para complementar as grandes quantidades de GPUs que a Meta compra da Nvidia e da AMD. Segundo o memorando, adotar as GPUs mais recentes em uma empresa do porte da Meta “tem sido uma tarefa pesada e nos custou tempo.”

Chips personalizados permitem que empresas reduzam custos operacionais e ganhem independência de fornecedores externos – uma estratégia já adotada por Google, Amazon e Apple.

A Meta revelou o Iris sob seu nome técnico em março, junto com outros três processadores de IA. A empresa planeja lançar um novo chip a cada seis meses até 2027 – ritmo bem acima do intervalo de um ano ou mais que a indústria costuma adotar.

O contexto é de pressão crescente sobre componentes. Analistas do Morgan Stanley alertam que a alta nos preços de memória e chips de IA já é grande o suficiente para que o termo “chipflação” se torne uma preocupação macroeconômica.

Por: Layse Ventura

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