sexta-feira, 06 novembro, 2026
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Startup desenvolve tecnologia para criar dispositivos que nunca precisam ser recarregados

RadianX usa perovskita para transformar luz solar, difusa e artificial em eletricidade e acaba de receber quase R$ 50 milhões para avançar rumo à produção em escala comercial

Praticamente todos os dispositivos atuais dependem de baterias, fiação e infraestrutura centralizada para se manterem ligados. Mas, se depender da startup americana de tecnologia fotovoltaica RadianX, isso irá acabar.

A empresa desenvolveu a tecnologia AlphaGlass, que transforma luz artificial, luz difusa e luz solar direta em energia utilizável. Sua plataforma de perovskita de película fina combina alta absorção de luz e química ajustável para incorporar a geração de energia diretamente em produtos e superfícies.

“Podemos captar qualquer tipo de fóton, seja ele externo ou interno, e manter o dispositivo funcionando por mais tempo – ou funcionando para sempre”, disse o cofundador e COO Josh Douglas ao TechCrunch.

Ele revelou ao portal que, para financiar uma linha de produção em escala comercial, levantou recentemente US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 27,4 milhões) em uma rodada seed liderada pela SOSV e Twynam.

Outros investidores são One Small Planet, Sachsen Ventures, Avila VC, California Innovation Fund, quantumEDGE, Riceberg Ventures e Alumni Ventures.

Além do capital seed, a Pacific Union Technology Precision Manufacturing está investindo US$ 4 milhões (R$ 21,9 milhões) em uma participação não dilutiva para construir uma linha de produção dedicada à startup.

Perovskita

A perovskita ainda é uma classe de materiais que tem tido dificuldades para se consolidar. O ponto é que ela é mais cara do que os painéis solares típicos à base de silício e, mesmo com avanços, não é tão durável.

Contudo, conforme relatado pelo TechCruch, isso é compensado pela distribuição de energia. Por exemplo, o painel de 1,2 metro por 0,6 metro da RadianX capta luz com 22,33% de eficiência, o que, segundo a empresa, é o melhor resultado já registrado.

Em relação à durabilidade, a startup diz que conseguiu atingir um padrão fundamental da indústria. Além disso, ao focar em dispositivos para ambientes internos, seus painéis estão sujeitos a menor desgaste.

E, no quesito potência, a RadianX está desenvolvendo eletrônica de potência personalizada para perovskitas. “O motivo pelo qual as perovskitas têm sido tão interessantes é a alta densidade de potência”, afirmou Vivian Qu, cofundadora e CEO da RadianX, ao TechCrunch.

E ela completou: “A RadianX está tentando criar um pacote completo e vender isso para fabricantes de dispositivos como algo com que eles não precisam se preocupar”.

Por: Renata Turbiani

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