quinta-feira, 23 abril, 2026
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Parceria da OpenAI com Reino Unido busca estimular pesquisas em segurança e infraestrutura tecnológica

Acordo firmado busca acelerar o uso da IA em serviços públicos e privados, fomentar infraestrutura e ampliar colaboração técnica entre governo britânico e empresa americana

O governo do Reino Unido anunciou uma parceria estratégica com a OpenAI para colaboração em pesquisas voltadas à segurança da Inteligência Artificial (IA) e estimular investimentos em infraestrutura tecnológica no país, incluindo a expansão de data centers. O acordo é parte do esforço do novo governo trabalhista para posicionar o Reino Unido como uma liderança global na corrida pela IA.

A parceria prevê a expansão da atuação da OpenAI no território britânico, com a possibilidade de ampliação do escritório em Londres e aplicação de tecnologias da empresa em áreas como Justiça, Defesa, Segurança e Educação.

O Reino Unido já é um dos três principais mercados da OpenAI em termos de assinantes pagos e desenvolvedores de API. A tecnologia da empresa é usada por empresas como NatWestVirgin AtlanticSynthesia e instituições como a Universidade de Oxford. Agora, o objetivo é fortalecer essa presença, com a expansão da atuação da companhia no país e a geração de empregos qualificados no setor.

Computação para IA

Segundo a Reuters, o acordo também se insere em um cenário mais amplo, na qual, o Reino Unido planeja investir 1 bilhão de libras em infraestrutura de computação para IA. A meta é multiplicar por 20 a capacidade pública de processamento de dados nos próximos cinco anos.

“A IA será fundamental para impulsionar a mudança que precisamos ver em todo o país, seja para consertar o NHS, quebrar barreiras para as oportunidades ou impulsionar o crescimento econômico. É por isso que precisamos garantir que o Reino Unido esteja na vanguarda do desenvolvimento e da implantação da IA, para que possamos garantir que ela funcione para nós”, afirmou o Secretário de Tecnologia do Reino Unido, Peter Kyle.

A aliança ocorre em um momento em que países como Estados Unidos, China e Índia avançam de forma acelerada no desenvolvimento de IA, pressionando a Europa a intensificar seus esforços para não perder relevância no setor. A parceria com a OpenAI também chama atenção por envolver a Microsoft, parceira estratégica da empresa, que está sob investigação do órgão regulador de concorrência britânico.

Em nota, o CEO da OpenAISam Altman, elogiou a postura do governo britânico por ter sido o primeiro a reconhecer o potencial transformador da tecnologia por meio do Plano de Ação de Oportunidades de IA. A iniciativa do primeiro-ministro Keir Starmer busca transformar o Reino Unido em uma superpotência de IA.

“A IA é uma tecnologia essencial para a construção de nações que transformará economias e gerará crescimento. O Reino Unido possui um sólido legado de liderança científica e seu governo foi um dos primeiros a reconhecer o potencial da IA por meio de seu Plano de Ação para Oportunidades em IA. Agora, é hora de concretizar os objetivos do plano, transformando ambição em ação e proporcionando prosperidade para todos”, disse Altman.

Entre os compromissos previstos no MoU estão:

  • Adoção da IA em serviços públicos: uso de modelos avançados para apoiar o trabalho dos servidores, aumentar a eficiência do governo e facilitar o acesso de cidadãos e pequenas empresas aos serviços públicos.
  • Investimentos em infraestrutura: avaliação de rotas para viabilizar as prioridades definidas no Plano de Ação de IA, com foco na capacidade soberana do país em gerar valor econômico com a tecnologia.
  • Pesquisa e segurança: ampliação da colaboração com o UK AI Safety Institute, incluindo um novo programa de compartilhamento de informações técnicas e iniciativas para aprofundar o conhecimento governamental sobre os modelos da OpenAI.

Diante do desafio de alavancar o crescimento econômico, o governo aposta na Inteligência Artificial como um vetor de produtividade. De acordo com a Reuters, a estimativa oficial é de que o uso estratégico da IA possa elevar em até 1,5% ao ano a produtividade do país, o que representaria um acréscimo de 47 bilhões de libras (cerca de US$ 63 bilhões) à economia britânica anualmente ao longo de uma década.

Por: Bianca Alvarenga

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