quinta-feira, 23 abril, 2026
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O que sua marca pode fazer com IA que ninguém mais pode?

A lacuna entre experiência e automação ainda é grande quando o assunto é IA no CX. Pesquisa com c-levels nos EUA investiga os desafios atuais.

Uma pesquisa realizada pela WSJ Intelligence (unidade do departamento de publicidade do The Wall Street Journal) em conjunto com a agência Code and Theory, avaliou entre 800 líderes executivos (C-level) a capacidade de utilizar IA não para reduzir custos e otimizar operações, mas para redefinir a experiência do cliente.

O que isso significa? A pesquisa mostra que os negócios estão falhando em aproveitar o potencial da IA para remodelar as relações com seus clientes. Enquanto 94% dos executivos dizem que o CX impulsiona o sucesso dos negócios, 93% admitem que sua experiência digital está “fundamentalmente quebrada”. Apenas 44% entendem como implantar IA para construir relacionamentos com clientes.

IA + CX = Vantagem competitiva

Essa lacuna de execução está ruindo clientes, receita e vantagem competitiva, de acordo com o estudo. Já as empresas que dominam o relacionamento e a experiência digital de seus clientes estão redefinindo indústrias inteiras. Elas geram 30% mais receita (US$ 1,4 bilhão em média) do que concorrentes que ainda lutam com personalização básica e pontos de contato legados, segundo a pesquisa.

Mas o sucesso exige repensar relacionamentos com clientes desde a base – e a pesquisa aponta que a IA oferece o caminho para conexões emocionalmente inteligentes, e que impulsionam vantagem competitiva duradoura.

Destaques da pesquisa

  • 94% dizem que a estratégia de CX contribui para o sucesso dos negócios;
  • 76% dizem que estão atrasados na transformação de IA;
  • 93% concordam que seu CX digital precisa de melhorias;
  • 88% acreditam que a promessa da personalização impulsionada por IA não se realizou;
  • 81% vêem risco competitivo em deixar de lado a IA para o CX;
  • 44% relatam entendimento expert/avançado do potencial emocional da IA;
  • 86% esperam que CX se torne prioridade máxima de investimento.

IA não é para automatizar erros existentes

Segundo Dan Gardner, cofundador e chairman executivo da Code and Theory, a maioria das empresas está apenas automatizando erros existentes mais rápido. “Elas estão colando IA em jornadas ineficientes em vez de reimaginá-las. Isso não é inovação. É procrastinação.”

Para Dan, o medo é o maior fator de impedimento e de transformação. “Você não pode colocar CX como ferramenta de transformação em uma planilha. Enquanto executivos se parabenizam por economias de 10%, seus concorrentes usam IA para capturar novos segmentos de clientes e fluxos de receita.”

Para ele, as empresas cientes do poder da experiência com IA estão construindo o futuro do CX. Mas qual seria então o impulso para aquelas empresas que ainda não se encontraram nessa competência? “Parem de procurar o manual”, diz Dan.

O especialista afirma que essa cartilha não existe. E é exatamente por isso que a oportunidade de transformação é enorme. “As empresas que vencem com IA não seguem melhores práticas; elas inventam novas categorias de valor para o cliente conectando dados, serviços e experiências.”

Ao final, Dan alerta o C-level para sair em busca desses momentos em que seus clientes estão ficando frustrados na experiência com a marca e começar a utilizar a IA com autoria e a favor de melhorias reais. “A questão não é o que a IA pode fazer; é o que apenas sua marca pode fazer com IA que ninguém mais pode.”

Por: Marcelo Brandão

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