quinta-feira, 23 abril, 2026
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Meta esvazia o metaverso para apostar tudo em IA

Empresa redireciona investimentos para projetos de inteligência artificial enquanto divisão Reality Labs acumula perdas superiores a US$ 70 bilhões desde 2021.

A Meta avalia cortar até 30% do orçamento destinado aos seus projetos de metaverso no próximo ano. A informação foi divulgada pela Bloomberg na quinta-feira (4). Os possíveis cortes afetariam a divisão responsável pelos headsets de realidade virtual Quest e pela plataforma Horizon Worlds, embora as decisões sobre essas reduções ainda não tenham sido finalizadas pela empresa.

A mudança de estratégia ocorre enquanto Mark Zuckerberg reorienta as prioridades da companhia para o desenvolvimento de superinteligência artificial, após anos investindo bilhões na construção de ambientes virtuais.

Porém, a divisão Reality Labs, responsável pelos projetos de metaverso, segue apresentando resultados financeiros negativos desde sua criação, segundo reportagem da Bloomberg.

Cortes orçamentários como parte do planejamento anual

Esta reavaliação financeira integra o processo anual de planejamento orçamentário da Meta. Zuckerberg orientou os executivos da empresa a “buscar cortes de 10% em todas as áreas”, conforme a Bloomberg. Para a unidade dedicada ao metaverso, no entanto, o CEO solicitou reduções mais significativas, “dado que a Meta não viu o nível de competição setorial pela tecnologia que antes esperava”.

A empresa deve implementar as reduções já a partir de janeiro de 2026. E, possivelmente, resultarão em demissões na equipe dedicada ao metaverso, segundo fontes internas familiarizadas com as discussões.

Mudança de foco após anos de investimento

A Meta alterou sua identidade corporativa em 2021, abandonando o nome Facebook para alinhar-se à sua visão de mundos virtuais. A base para essa estratégia foi estabelecida em 2014. Isso quando a empresa adquiriu a Oculus, startup de realidade virtual que se tornou o fundamento para sua divisão de hardware.

Agora, os cortes orçamentários podem incluir o Horizon Worlds e a divisão Quest, conforme relatado por pessoas que solicitaram anonimato por discutirem planos internos da companhia.

Perdas acumuladas e nova direção

Reality Labs acumulou perdas superiores a US$ 70 bilhões desde o início de 2021, de acordo com a Bloomberg. De acordo com o relatório financeiro mais recente da Meta confirma que a divisão continua consumindo recursos significativos.

Além disso, a empresa recentemente incorporou Alan Dye, ex-designer de interface da Apple, ao seu quadro de funcionários. Ele supervisionará o design de “hardware, software e integração de IA para suas interfaces”.

“Dentro de nosso portfólio geral da Reality Labs, estamos deslocando parte de nosso investimento do Metaverso para óculos de IA e wearables, dado o impulso nessa área”, declarou Nissa Anklesaria, porta-voz da Meta ao The New York Times. “Não estamos planejando mudanças mais amplas do que essa.”

Por outro lado, a Meta não pretende abandonar completamente o desenvolvimento do metaverso, segundo fontes internas. Os executivos planejam redirecionar as economias resultantes dos cortes para investimentos em seus óculos de realidade aumentada e outros dispositivos vestíveis, como pulseiras inteligentes.

Aliás, a empresa lançou seus óculos inteligentes em parceria com a Ray-Ban em 2021. Eles vem com com câmeras e microfones integrados que permitem aos usuários realizar chamadas telefônicas e ouvir música.

Fonte: Giz_Br

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