quinta-feira, 23 abril, 2026
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Inspirado em modelos de startups, Mark Zuckerberg aposta em equipes pequenas para acelerar desenvolvimento de IA

Executivo criou uma nova unidade de superinteligência que conta com um grupo pequeno de especialistas, com o objetivo de desenvolver os modelos de inteligência artificial mais avançados

Mark Zuckerberg decidiu aplicar na Meta um princípio que move as startups: menos gente, mais agilidade. O executivo criou uma nova unidade de superinteligência que conta com um grupo pequeno de especialistas, com o objetivo de desenvolver os modelos de inteligência artificial mais avançados, de acordo com um memorando interno ao qual o Business Insider teve acesso.

A unidade representa uma fração da força de trabalho total da big tech – soma mais de 70.000 funcionários -, e muitos de seus membros, incluindo o líder Alexandr Wang, foram contratados de startups de IA em ascensão.

“Acabei de ficar um pouco mais convencido sobre a capacidade de equipes pequenas e ricas em talentos serem a configuração ideal para impulsionar pesquisas de fronteira”, disse Zuckerberg na última teleconferência de resultados da Meta, citado pelo BI. “É uma configuração um pouco diferente.”

Possibilidade de desafios

O progresso em IA muitas vezes dependem de apenas um pequeno grupo de pesquisadores. E fora que ainda não há no mercado tantos pesquisadores de IA disponíveis para contratação. Daí a decisão da Meta.

“Com base na minha experiência, o avanço da IA ​​realmente depende de avanços que vêm de apenas algumas pessoas”, disse Yangshun Tay, um engenheiro de IA, anteriormente ao Business Insider. “Não é preciso muita gente – apenas algumas pessoas inteligentes e de primeira linha para ter grandes avanços e um impacto extremamente desproporcional.”

A grande questão agora é se as equipes do “tipo startup” podem levar uma grande empresa de tecnologia como a Meta ao limite.

Elliott Parker, CEO da Alloy Partners, que auxilia grandes corporações a criar startups, apontou que equipes pequenas com atribuições amplas podem enfrentar desafios descomunais. Um dos motivos é que um grupo que representa um pequeno ponto em um organograma extenso pode ainda estar sujeito a equipes jurídicas, de recursos humanos e de recrutamento.

Além disso, segundo ele, uma unidade especial dentro de uma organização pode fazer com que os trabalhadores tradicionais se sintam presos em um lugar que “não é para onde as estrelas vão”. E também há o risco de haver desafios relacionados à potencial sobreposição, onde várias equipes pequenas acabam fazendo a mesma coisa.

Por:  Renata Turbiani

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