Empresa dá destinação correta para aparelhos que seriam jogados fora e ganham vida útil em projetos sociais
Um dos principais países produtores de lixo eletrônico, o Brasil ganhou uma nova iniciativa para combater o problema. A empresa de tecnologia BTB Soluções está investindo na logística reversa para ampliar o descarte correto de equipamentos com segurança de dados.
De acordo com a ONU, o Brasil gera 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, do qual somente 3,3% vai para reciclagem. Os resíduos se acumulam em aterros sanitários, lixões ou na natureza, poluindo rios, o solo e o lençol freático. A baixa taxa de reuso contribui ainda para o aumento da produção de gases do efeito estufa e consumo de água e energia. E a inteligência artificial pode piorar a situação.
Para Bruno Gomes, CEO da BTB, esses equipamentos “não só representam uma riqueza em termos de matéria-prima para a indústria, como podem ser remanufaturados para a utilização por quem não tem como comprar um item novo”.
Por isso, ele acredita na conscientização sobre a economia circular. Isso porque, embora o Brasil possua uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, as metas não têm sido cumpridas. Seja por desinformação ou falta de estrutura para recolhimento, separação e processamento do material. No Brasil, só há 10 mil pontos de coleta e seis recicladoras homologadas.
Como funciona a iniciativa de reutilização do lixo eletrônico?
Em seu trabalho, a BTB avalia as condições do produto – muitos de seus próprios clientes – e o direciona a recicladoras certificadas. Por exemplo, computadores que já não servem para empresas, podem auxiliar na inclusão digital e capacitação profissional de pessoas com poucos recursos, exigindo apenas alguns reparos.
Além da parceria com as recicladoras, a companhia atua no remanufaturamento destes equipamentos. Isso envolve também a validação e emissão de laudo de que o equipamento não tem informações corporativas. E a remontagem de equipamentos com peças distintas para o maior aproveitamento de componentes.
No primeiro semestre deste ano, a BTB recolheu duas toneladas de eletrônicos e pretende chegar a cinco até o final do ano. Muitos equipamentos vão para os colaboradores das próprias empresas. Enquanto isso, outra parte vai para ONGs, como a Associação Solidariedade em Marcha (SOMAR) e o Projeto AMMA (Associação Alda Miranda Matheus).

Por: Isabela Oliveira


