quinta-feira, 23 abril, 2026
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IA em 2025: transformando dados em soluções

Especialistas em IA da NVIDIA preveem o aumento de lojas inteligentes, uma nova classe de robôs e avanços significativos em áreas como saúde, manufatura e mais

Desde o início da era computacional, as indústrias acumularam tantos dados que a maior parte nunca foi utilizada. Estima-se que esses dados somem cerca de 120 zettabytes — o equivalente a trilhões de terabytes, ou mais de 120 vezes a quantidade de grãos de areia em todas as praias do mundo.

Agora, as indústrias estão colocando esses dados não explorados em uso, construindo e personalizando grandes modelos de linguagem (LLMs).

Com a aproximação de 2025, setores como saúde, telecomunicações, entretenimento, energia, robótica, automotivo e varejo estão usando esses modelos, combinando-os com seus dados proprietários para criar Inteligências Artificiais (IA) capazes de raciocinar.

Especialistas da NVIDIA destacam os setores que produzem cerca de US$ 88 trilhões em bens e serviços globalmente por ano. Eles preveem que IAs capazes de aproveitar dados na borda e entregar insights quase instantâneos chegarão a hospitais, fábricas, centros de atendimento ao cliente, carros e dispositivos móveis.

Principais tendências para 2025

Questionados sobre as tendências em IA para 2025, os modelos Perplexity e ChatGPT 4.0 apontaram o agentic AI como prioridade, seguido por IA na borda (do inglês Edge AI, que refere-se à aplicação de Inteligência Artificial em dispositivos ou locais próximos à fonte dos dados, em vez de processá-los em centros de dados ou na nuvem), cibersegurança e robôs movidos por IA.

Vale mencionar que o agentic AI representa uma nova categoria de IA generativa quase autônoma, capaz de tomar decisões complexas e agir com base no aprendizado contínuo e análise de grandes volumes de dados.

Mas não é só isso. A seguir os especialistas em IA da NIVIDIA apontam o que será destaque por setor com uso de IA em 2025. Confira!

Saúde

  Kimberly Powell, vice-presidente de Saúde, prevê:

  • Interação humano-robô: robôs assistindo clínicos em comandos, cirurgias e outras tarefas, possibilitados por gêmeos digitais e simulações para treinamento e testes;
  • Agentes digitais de saúde: agentic AI ajudará a enfrentar desafios como a escassez de profissionais, introduzindo agentes digitais que automatizam tarefas administrativas e personalizam a experiência do paciente;
  • Descoberta de medicamentos: a IA gerativa combinará modelos para criar, prever e otimizar moléculas, transformando o setor de descoberta em um de design e engenharia.

Robótica e computação na borda

  Deepu Talla, VP de Robótica e Computação na Borda, prevê:

  • Redefinição de robôs: de AMRs a sistemas autônomos que percebem, raciocinam e aprendem, surgindo em áreas como centros cirúrgicos e cidades inteligentes;
  • Pequenos modelos de linguagem: para maior eficiência energética e menor latência, pequenos LLMs serão fundamentais para robôs em setores como automotivo e varejo.

Entretenimento

  Richard Kerris, VP de Mídia e Entretenimento, prevê:

  • Conteúdo hiperpersonalizado: IA ajustará experiências de streaming e esportes ao vivo de acordo com interesses individuais, com recursos como dublagem e comentários personalizados.

Telecomunicações

  Ronnie Vasishta, VP Sênior de Telecomunicações, prevê:

  • IA e 5G: operadoras combinarão IA generativa e conectividade para melhorar desempenho e eficiência, além de oferecer serviços mais personalizados aos clientes;
  • Soberania em IA: empresas de telecomunicação ajudarão governos a alcançar objetivos de IA soberana, especialmente na Europa e na Ásia.

Automotivo

  Xinzhou Wu, VP Automotivo, prevê:

  • Avanços em veículos autônomos: IA generativa e simulações permitirão testes em cenários complexos e aprimoramento contínuo do software.

Energia

  Marc Spieler, diretor Sênior de Energia, prevê:

  • Rede inteligente: medidores inteligentes usarão IA para melhorar a gestão energética e oferecer soluções mais sustentáveis.
  • IA em fontes de energia: a tecnologia otimizará fluxos de projeto e produção, reduzindo impactos ambientais.

Varejo

  Azita Martin, VP de Varejo e Bens de Consumo, prevê:

  • Varejo definido por software: supermercados utilizarão visão computacional e IA para transformar a experiência do cliente e aumentar a eficiência operacional.

“Essas inovações destacam o papel crescente da Inteligência Artificial em transformar dados brutos em valor tangível para as indústrias, impulsionando a eficiência operacional, a tomada de decisões estratégicas e a criação de soluções inovadoras que atendem às demandas de um mercado cada vez mais dinâmico” reforça Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para América Latina.

Marcelo Brandão

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