Computadores quânticos conseguem resolver problemas específicos e complexos que estão além da capacidade dos supercomputadores atuais
O Google marcou o Dia Mundial da Computação Quântica, celebrado nesta terça-feira, 14 de abril, com um Doodle especial dedicado à física quântica. A ilustração destaca a Esfera de Bloch, uma representação visual do funcionamento do qubit, a unidade fundamental dos computadores quânticos.
Para entender a relevância da data, é preciso começar pelo básico. Os computadores convencionais — presentes em notebooks, smartphones e servidores — operam com bits, unidades de informação que assumem apenas dois valores: 0 ou 1. Já no universo da computação quântica, essa restrição desaparece: um qubit pode existir simultaneamente como 0 e 1, em um estado chamado superposição.
As Esferas de Bloch, que dão nome à ilustração do Google, foram batizadas em homenagem ao físico teórico suíço-americano Felix Bloch, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1952. Na visualização exibida no Doodle, as esferas mostram a posição probabilística de um qubit: a superfície representa os estados puros possíveis, enquanto o interior corresponde aos estados mistos.
O que os computadores quânticos podem fazer
A superposição não é apenas um fenômeno curioso. Ao explorá-la em conjunto com outras propriedades da mecânica quântica, os computadores quânticos conseguem resolver problemas específicos e complexos que estão além da capacidade dos supercomputadores atuais.
Isso tem implicações diretas para setores como farmacêutico, financeiro, logística e segurança cibernética, áreas em que o volume e a complexidade dos cálculos necessários superariam qualquer máquina clássica.
A data, 14 de abril, não foi escolhida por acaso: ela faz referência à constante de Planck, valor fundamental da física quântica, cujos primeiros dígitos são 4,14. O objetivo da celebração é difundir o conhecimento sobre computação quântica e aproximar o tema do público geral, o que o Doodle do Google, exibido em múltiplos países, ajuda a fazer com alguma eficiência.
Foto: Reprodução/Google
Por: Diogo Rodriguez


