quinta-feira, 23 abril, 2026
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Fire Phone de volta? Amazon pode lançar um novo celular

Projeto mira dispositivo altamente personalizado, conectado ao ecossistema da empresa, incluindo a Alexa. Iniciativa surge após fracasso do Fire Phone em 2014.

A Amazon deve voltar para o mercado de smartphones, mais de uma década após a tentativa frustrada com o Fire Phone. Segundo a Reuters, a companhia trabalha em um novo dispositivo, que deve integrar inteligência artificial e serviços próprios.

O projeto seria conhecido internamente como “Transformer”. A agência afirma que ele está sendo conduzido por uma equipe dedicada na divisão de dispositivos e serviços da empresa, com a proposta de se adaptar ao usuário ao longo do dia, funcionando como uma extensão da assistente virtual Alexa.

Um novo telefone com inteligência artificial integrada

Fire Phone foi lançado pela Amazon em 2014, mas não deu certo (imagem: reprodução)

A ideia seria criar um dispositivo personalizado, que se conecte diretamente aos serviços da Amazon — compras online, streaming e assistentes de voz. A assistente Alexa deve ter papel relevante na experiência, mesmo que não seja o sistema principal do aparelho.

O uso de inteligência artificial é apontado como um dos pilares do projeto. A intenção seria reduzir a dependência de lojas de aplicativos da Apple e Google, permitindo que funções sejam acessadas de forma mais direta, sem necessidade de downloads ou cadastros prévios.

Reuters revela que, internamente, a iniciativa é vista como uma forma de ampliar o uso de IA entre os consumidores e fortalecer a presença da empresa em serviços digitais.

Fire Phone fracassou em 2014

A movimentação acontece após o fracasso do Fire Phone, lançado em 2014 e descontinuado pouco mais de um ano depois. Na época, o modelo teve preço inicial de US$ 649 (cerca de R$ 1.550), depois reduzido drasticamente para US$ 159 (cerca de R$ 380).

Mesmo assim, ele acabou gerando um prejuízo estimado em US$ 170 milhões (cerca de R$ 408 milhões) com o estoque não vendido. O aparelho não conseguiu competir com os iPhones da Apple e os modelos da Samsung, em parte devido à falta de aplicativos populares e às limitações técnicas.

Ainda assim, o histórico negativo não impediu a empresa de considerar uma nova tentativa. A estratégia atual parece diferente: em vez de competir apenas em hardware, o foco seria a integração de serviços. O cronograma do novo aparelho, contudo, ainda não foi definido.

Por: Marina Borges

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