Palisade Research realizou experimentos em maio de 2026 em Berkeley onde sistemas exploraram vulnerabilidades de segurança para transferir cópias entre máquinas conectadas em rede
A Palisade Research testou sistemas de inteligência artificial que conseguiram se copiar de forma independente entre computadores conectados em rede. Os experimentos aconteceram em maio de 2026 em ambiente controlado em Berkeley.
Os modelos receberam instruções para identificar e explorar vulnerabilidades nos sistemas preparados especialmente para os testes.
A organização instruiu diversos modelos de inteligência artificial a localizar e explorar falhas de segurança em uma rede de computadores. Os sistemas utilizaram essas falhas para transferir cópias de si mesmos entre diferentes máquinas. A execução da tarefa foi bem-sucedida em parte das tentativas.
O propósito da Palisade Research era avaliar se sistemas de inteligência artificial possuem capacidades de autorreplicação. A organização buscou documentar cientificamente se os modelos conseguiriam explorar vulnerabilidades de segurança para se transferir entre servidores distintos através de um estudo formal.
Especialistas questionam aplicabilidade em ambientes reais
Jamieson O’Reilly, especialista em segurança cibernética ofensiva, destacou ao The Guardian limitações dos testes. “Eles estão testando em ambientes que são como gelatina mole em muitos casos”, afirmou O’Reilly. O especialista acrescentou: “Isso não tira o valor de sua pesquisa, mas significa que o resultado pode parecer muito menos assustador em um ambiente empresarial real com até mesmo um nível médio de monitoramento“.
Modelos atuais de IA podem atingir 100 GB de tamanho. Esse volume de dados necessitaria ser transferido pela rede cada vez que um novo sistema fosse comprometido. “Pense em quanto barulho faria enviar 100 GB através de uma rede corporativa toda vez que você hackeasse um novo host. Para um adversário habilidoso, isso é como andar por uma loja de porcelana fina balançando uma bola e corrente”, comentou O’Reilly.
Michał Woźniak, especialista independente em segurança cibernética, forneceu perspectiva adicional sobre as descobertas. “Nós temos tido vírus de computador – pedaços de software malicioso que eram capazes de explorar vulnerabilidades conhecidas em outros softwares e usar isso para se autorreplicar – por décadas”, disse Woźniak.
O trabalho foi “interessante”, ele disse. Mas, ele perguntou, “este artigo é algo que vai me fazer perder o sono como especialista em segurança da informação? Não, de forma alguma”..
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O estudo não especifica a proporção de tentativas bem-sucedidas em relação ao total de testes realizados.
Por: Giz_br


