Para Marco Perman, cofundador e CEO da Aravita, a proposta concilia a necessidade de lucro dos donos de supermercados com a oportunidade de trazer benefícios para o planeta
Em 2022, mesmo ano em que Sam Altman deu início à invasão da IA generativa, o engenheiro industrial Marco Perlman se juntou ao engenheiro eletrônico Bruno Schrappe e à engenheira química Aline Neves de Azevendo para fundar a Aravita, empresa que usa inteligência artificial para ajudar os supermercados a calcular o quanto eles devem comprar de frutas, verduras e legumes.
A ideia era trabalhar com varejo alimentar, mais especificamente com alimentos ultra perecíveis, que estragavam muito rápido caso não fossem comprados rapidamente. O que a Aravita oferecia aos donos de supermercado era a chance de reduzir o desperdício, ao mesmo tempo em que evitavam a ruptura de gôndola – isto é, o momento em que o cliente chega para comprar um abacaxi e descobre que já acabou.
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“Para o varejista, é difícil saber o que vai vender, seja porque está fazendo calor ou frio, porque vai chover ou não, porque outro produto está em promoção ou não”, diz Perlman. “A gente brinca que, se tiver promoção de sabão em pó, não vai vender menos pasta de dente, mas se tiver promoção de framboesa é capaz de vender menos maçã. O risco de errar para mais ou para menos é grande.”
Para chegar a respostas assertivas, a empresa não usa modelos de linguagem, e sim numéricos, capazes de reunir dados tão díspares quanto a sazonalidade dos alimentos, a disponibilidade dos fornecedores e o dia em que as pessoas recebem o salário, e a partir disso calcular o volume ideal a ser comprado do consumidor. “Com o nosso trabalho conseguimos reduzir em 25% o desperdício nos supermercados, ao mesmo tempo em que colaboramos para uma cadeia de suprimentos mais sustentável”, diz Perlman.
Confira a íntegra da entrevista.
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Por: Marisa Adán Gil


