quinta-feira, 23 abril, 2026
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Drones: como surgiu invenção que transformou agricultura, logística, arte e até táticas de guerras

Seja em um casamento, para mostrar imagens do alto da igreja, em shows, para filmar a multidão, e até mesmo nas ruas, em monitoramentos de segurança, os drones estão lá

Hoje em dia, não é difícil ver um drone por aí. Seja em um casamento, para mostrar imagens do alto da igreja e do lugar da festa, seja em shows, para filmar a multidão, nas ruas, em alguns monitoramentos de segurança, e até para lazer, os drones estão lá.

E esses veículos aéreos não tripulados e controlados remotamente (ou até de forma autônoma) mudaram diversos setores. Na agricultura, por exemplo, permite, o mapeamento de plantações e terrenos. Em resgates, possibilita bombeiros e policiais localizarem vítimas em áreas de difícil acesso. Nas artes, passaram a dar chance a profissionais de captar imagens aéreas que ficam parecendo de cinema.

Na construção civil, deu chance de inspecionar telhados, torres e pontes que antes exigiam equipamentos mais caros. Na logística, passou a fazer entregas de remédios, comida e pequenos objetos. Até mesmo as táticas de guerra foram mudadas por causa deste aparelho, sendo usados para ataques, vigilância, destruição de alvos e abastecimentos de tropas.

Afinal, de onde surgiu essa invenção? A história do drone tem relação direta com esse último exemplo que demos: as guerras. Além disso, não possui um inventor único, já que ele foi evoluindo ao longo dos anos, e nasceu diferente do que conhecemos hoje, mais com cara de avião autônomo e muito maior do que o que vemos agora. Mas dá para citar alguns nomes que contribuíram para essa invenção.

Um deles é o engenheiro Charles Kettering. Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, com apoio dos EUA, ele desenvolveu o Kettering Bug, considerado um dos primeiros protótipos de “drone”, em uma espécie de míssil de cruzeiro primitivo. Ele parecia mais um avião, lançado de um trilho, e voava de forma programada, por um mecanismo de controle de tempo que desligava o motor após certa distância. Ou seja, ele introduziu a ideia uma aeronave sem piloto que voava sozinha até o alvo.

Na mesma época, o engenheiro Archibald Low criou o “Aerial Target”, um pequeno avião guiado por sinais de rádio durante a Primeira Guerra Mundial, trazendo o conceito de controle remoto aéreo. Ele foi um protótipo pouco usado, mas importante porque trouxe a ideia do controle por rádio, que depois seria a base dos drones de treino e de hobby. Vale lembrar que Nikola Tesla já havia demonstrado a possibilidade de controle remoto de um barco por ondas de rádio.

Vale citar também de Elmer Sperry, que no início do século XX desenvolveu giroscópios e pilotos automáticos, tecnologias que ajudaram a tornar possível o voo estável de aeronaves não tripuladas.

Outro nome de destaque nesta história é a do americano Reginald Denny, um ator e entusiasta de aviação que, em 1935, criou o Radioplane OQ-2, o primeiro drone produzido em massa, usado pela Força Aérea dos EUA como alvo para treinamento de artilharia. O nome “drone”, aliás, parece ter surgido nos anos 1930 com o avião britânico Queen Bee, um alvo controlado por rádio cujo nome lembrava abelhas. E, mais tarde, o termo se popularizou nos EUA com o Radioplane OQ-2.

Além deles, na década de 1970, o engenheiro aeroespacial Abraham Karem também trouxe sua contribuição. Ele desenvolveu o Predador (MQ-1), criando o conceito de drone de longo alcance e com capacidade de carregar câmeras e até armas. Refinou aerodinâmica, motores e controles automáticos, permitindo que drones voassem horas seguidas sem intervenção constante. Ele fundou a Leading Systems Inc., comprada depois pela General Atomics, que produziu os drones Predator e Reaper. É considerado o “pai do drone militar moderno”.

Com o passar dos anos, a evolução tecnológica na área de eletrônica, como chips menores, sensores e câmeras baratas, permitiu que sistemas antes grandes e caros ficassem pequenos e baratos. Além disso, entusiastas e amadores de aviação e eletrônica, antes mesmo de os drones se popularizarem, já construíam e pilotavam aeronaves em miniatura por diversão, mostrando que eles poderiam ser mais baratos e usados para o lazer. Surgiram então empresas como DJI, na China, e Parrot, na França, que lançaram drones comerciais fáceis de usar, voltados para fotografia, filmagem e lazer.

A partir daí, você já sabe, os drones, que começaram quase como aviões militares autônomos, chegaram em casamentos, nas fazendas, em prédios, em entregas experimentais e hoje, em alguns casos, são tão pequenos que cabem na mão.

Por Thâmara Kaoru

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