Quinta edição da lista anual destaca mulheres com mais de 50 anos que se destacam em quatro categorias por sua relevante atuação na sociedade e no mercado daquele país
Em sua quinta edição, a lista anual Forbes 50 over 50 destaca as mulheres com mais de 50 anos que se destacam nos Estados Unidos por sua relevante atuação na sociedade e no mercado.
A lista é dividida em quatro categorias: impacto, inovação, investimento e estilo de vida. Dentro de cada uma delas, há dezenas de subsetores, incluindo aeroespacial, biotecnologia, criptomoeda e até mesmo ração para animais de estimação e cosméticos.
Suma Krishnan, de 60 anos, é uma das várias fundadoras de empresas de biotecnologia da lista que está desenvolvendo soluções inovadoras para doenças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Quando Krishnan e seu marido (e cofundador) abriram o capital da Krystal Biotech, em 2017, ela valia US$ 50 milhões (R$ 279 milhões). Hoje, impulsionada por patentes de terapia genética que trazem respostas para uma doença rara da pele e fibrose cística, a empresa vale mais de US$ 4 bilhões (R$ 22 bilhões).
“Cheguei aqui como imigrante aos 20 anos para fazer pós-graduação, muito pobre e sem nada… Nunca imaginei que teria um medicamento aprovado com minha própria empresa, com minha própria propriedade intelectual, nem em um milhão de anos”, disse Krishnan à Forbes. “Mas sou uma lutadora e, se tenho vontade, vou fazer acontecer.”
Confira 10 mulheres com mais de 50 anos que se destacam nos EUA quando o assunto é inovação, segundo a Forbes:
Ada Monzón, 60 anos
Meteorologista-chefe da WAPA TV e WKAQ Radio
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd/internal_photos/bs/2025/B/z/CrHAvzQFy5eupO4OaPxg/ada.jpg)
Ada Monzón é a primeira mulher meteorologista de Porto Rico. Em 2017, durante o furacão Maria, de categoria 4, tornou-se uma “tábua de salvação” para mais de 3 milhões de pessoas. Inspirada a seguir carreira na área científica por sua mãe, tia e avó, que ensinavam matemática, ciências e história, Monzón diz que queria ser meteorologista desde criança. Ela também é fundadora do EcoExploratorio: Museu de Ciências de Porto Rico, que busca inspirar a curiosidade das crianças pela ciência e pela conservação ambiental.
Carolina Cruz-Neira, 60 anos
Diretora do Instituto de Simulação e Treinamento da Universidade da Flórida Central
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd/internal_photos/bs/2025/j/P/Ms9AGtTaigLFRTiSYDqQ/carolina.jpg)
Carolina Cruz-Neira foi pioneira no sistema de realidade virtual CAVE (Cave Automatic Virtual Environment), que permite que várias pessoas tenham uma experiência imersiva no mesmo espaço. A tecnologia é usada em todo o mundo, desde jogos e instalações artísticas até treinamento militar. Suas descobertas de código aberto e domínio público deram origem a sistemas de realidade virtual que podem custar até US$ 10 milhões (R$ 56 milhões). Cruz-Neira pretendia se tornar uma bailarina profissional até que uma lesão no joelho a levou à engenharia. “Um dos meus maiores desafios tem sido defender ideias não convencionais, especialmente no início da minha carreira, quando eu não me encaixava no molde típico”, diz ela.
Chéri Smith, 56 anos
Fundadora e CEO da Alliance for Tribal Clean Energy
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd/internal_photos/bs/2025/k/i/vVQesISxmKQOQhUNnIAw/cheri.jpg)
A veterana do setor de energia limpa Chéri Smith estava visitando terras tribais em Montana quando observou uma contradição gritante: a reserva era atravessada por linhas de energia, mas a tribo não tinha propriedade ou papel na produção de energia.
Descendente da tribo Mi’kmaq, Smith deixou seu cargo sênior na Tesla para fundar a Alliance for Tribal Clean Energy, organização sem fins lucrativos cujo objetivo é trazer benefícios econômicos e ambientais às comunidades indígenas por meio da geração de energia solar. A aliança já orientou mais de 100 tribos em projetos de energia limpa e garantiu mais de US$ 454 milhões (R$ 2,5 bilhões) em financiamento federal.
Eva Pittas, 58 anos
Cofundadora, presidente e diretora de operações da Thoropass
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd/internal_photos/bs/2025/P/i/JaOA9yTOCfCKOMK4ufAA/eva.jpg)
A Thoropass é uma plataforma que combina auditoria e avaliação com automação de conformidade, ajudando as empresas a otimizar seus processos. Eva Pittas cofundou a companhia aos 52 anos, depois de fundar uma empresa de consultoria e trabalhar por mais de 20 anos no Citigroup, onde liderou a área de TI, conformidade e gestão de fornecedores.
“Começar uma empresa de tecnologia apoiada por capital de risco nessa fase da vida — e em um campo onde as fundadoras mulheres ainda são raras — foi desafiador e profundamente gratificante”, conta à Forbes.
Pittas levantou quase US$ 100 milhões (R$ 559 milhões) para a Thoropass; a empresa tem uma receita anual superior a US$ 30 milhões (R$ 167 milhões) e é avaliada pela Pitchbook em US$ 390 milhões (R$ 2,1 bilhões).
Maky Zanganeh, 54 anos
Co-CEO da Summit Therapeutics
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd/internal_photos/bs/2025/N/A/sso0HFRUirfpYBrAzBuA/gettyimages-2205958762-2-.jpg)
Maky Zanganeh tornou-se uma das 38 bilionárias que fizeram fortuna por conta própria nos Estados Unidos. Imigrante iraniana, ela tem décadas de experiência em cirurgia robótica e desenvolvimento de medicamentos.
A capitalização de mercado de sua empresa, a Summit Therapeutics, está se aproximando de US$ 20 bilhões (R$ 111 bilhões) devido ao interesse dos investidores em seu medicamento para câncer de pulmão.
Antes de assumir o comando da Summit em 2020, ela atuou como diretora de operações da Pharmacyclics, cuja terapia inovadora para o câncer no sangue foi adquirida pela AbbVie por US$ 21 bilhões (R$ 117 bilhões). A própria Zanganeh é uma sobrevivente do câncer; ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2019.
Sarah Friar, 52 anos
Diretora financeira (CFO) da OpenAI
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd/internal_photos/bs/2025/L/L/QA5ZotSFWuksqwfAOb6A/gettyimages-1252098969.jpg)
Primeira diretora financeira (CFO) da OpenAI, Sarah Friar foi contratada por Sam Altman em 2024 para ajudar a expandir as operações e liderar a estratégia de crescimento da empresa de IA. Ela assumiu o cargo após atuar como CEO da Nextdoor por seis anos.
Anteriormente, atuou como CFO na Block (antiga Square) e, no início de sua carreira, como vice-presidente sênior de finanças na Salesforce. Com Friar no comando de seu crescimento, a OpenAI quase dobrou sua avaliação de US$ 157 bilhões (R$ 878 bilhões) em outubro de 2024 para US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhões) em março. Além de seu trabalho diário, Friar dirige a Ladies Who Launch, uma organização sem fins lucrativos que ela cofundou em 2013 para apoiar mulheres empreendedoras.
Sunita Williams, 59 anos
Astronauta
Com 62 horas e seis minutos no vácuo espacial, Sunita Williams detém o recorde mundial feminino com mais tempo de caminhada espacial. Aos 58 anos, Williams se tornou a primeira mulher a voar em um teste de voo de uma nave espacial orbital a bordo do Boeing Crew Flight Test em 2024, uma missão que inicialmente estava prevista para durar oito dias, mas acabou durando nove meses, depois que vários problemas técnicos a deixaram presa na Estação Espacial Internacional, retornando finalmente à Terra em março. Ela registrou 608 dias no espaço em três missões espaciais.
Svetlana Mojsov, 77 anos
Bioquímica e professora associada de pesquisa na Universidade Rockefeller
A descoberta de Svetlana Mojsov do peptídeo 1 glucagonoide (GLP-1) e seu papel na secreção de insulina e glicose no sangue levou a uma classe revolucionária de medicamentos — e alimentou uma das maiores histórias da medicina e da cultura atual, já que as empresas farmacêuticas aproveitaram a descoberta para desenvolver o Ozempic e o Wegovy.
A conquista rendeu a ela e seus colaboradores o Prêmio Lasker-DeBakey de Pesquisa Médica Clínica de 2024, considerado o “Nobel dos Estados Unidos”. Mojsov inicialmente teve que lutar para ser reconhecida por seu papel na descoberta, travando uma batalha de 10 anos para que o Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos emitisse patentes corrigidas, já que seu nome havia sido omitido dos registros originais.
Quyen Nguyen, 52 anos
Fundadora e CEO da Alume Biosciences
Quyen Nguyen colaborou com o falecido ganhador do Prêmio Nobel Roger Tsien para desenvolver um método de iluminar os nervos do paciente durante uma cirurgia, a fim de protegê-los melhor contra cortes acidentais.
Sua empresa, Alume Biosciences, arrecadou mais de US$ 30 milhões (R$ 167 milhões) para apoiar o desenvolvimento clínico do Bevonescein, medicamento atualmente em testes clínicos.
Médica e doutora, Nguyen também é professora da Universidade da Califórnia, em San Diego, e trata e opera pacientes com distúrbios do nervo facial e doenças do ouvido e da base do crânio.
Yvonne Greenstreet, 63 anos
CEO da Alnylam Pharmaceuticals
Yvonne Greenstreet começou sua carreira como ginecologista e obstetra em Londres, onde diz ter começado a sonhar em causar um impacto maior, dando início a uma carreira de 30 anos na indústria biofarmacêutica.
Na Alnylam Pharmaceuticals, empresa avaliada em US$ 42,9 bilhões (R$ 240 bilhões), Greenstreet lidera a busca para transformar a ciência da interferência de RNA, ganhadora do Prêmio Nobel, em uma nova classe de medicamentos.
Até agora, a companhia obteve a aprovação da FDA ( a Anvisa dos EUA) para seis medicamentos e está desenvolvendo outros 25 para uma variedade de doenças, incluindo Alzheimer, diabetes, hipertensão e doença de Huntington, condição neurodegenerativa genética rara.
Por: Fabiana Rolfini


