quinta-feira, 23 abril, 2026
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Copilot economiza 26 minutos diários de serviços públicos no Reino Unido

Pesquisa do governo britânico com 20 mil servidores revelou que o uso de IA poupou, em média, duas semanas de trabalho por ano em tarefas administrativas.

Funcionários públicos do Reino Unido economizaram, em média, 26 minutos por dia com a ajuda do Microsoft Copilot. O dado é de um estudo do próprio governo britânico, que testou a ferramenta de IA com mais de 20 mil servidores ao longo de três meses para automatizar tarefas administrativas.

O Reino Unido tem apostado na digitalização dos serviços públicos para cortar custos e aumentar a eficiência. A estimativa é que essa economia de tempo represente o equivalente a duas semanas de trabalho por ano, reforçando a meta da administração britânica de economizar até 45 bilhões de libras com tecnologias digitais e IA.

Como a IA aumentou a produtividade?

Durante os testes, órgãos como a Companies House — responsável por registros de empresas — e o Departamento de Trabalho e Pensões usaram o Copilot. A IA ajudou desde a elaboração de documentos até o atendimento ao público e a criação de apresentações. Só na redação de textos, os participantes relataram uma economia média de 24 minutos diários; para apresentações, o ganho foi de 19 minutos.

O governo do primeiro-ministro Keir Starmer tem impulsionado a adoção de tecnologias digitais e inteligência artificial como forma de aumentar a produtividade e otimizar o uso do dinheiro público.

“A IA está mudando a forma como o governo opera, ajudando-nos a trabalhar de forma mais inteligente, reduzir a burocracia e fazer melhor uso do dinheiro dos contribuintes”, afirmou o secretário de tecnologia, Peter Kyle, ao divulgar os resultados do estudo durante a conferência SXSW London.

Mesmo com resultados positivos, 17% dos participantes afirmaram que o Copilot não economizou tempo em suas tarefas. Ainda assim, a aprovação foi majoritária: 82% afirmam querer continuar usando a ferramenta.

IA no setor público avança, mas ainda tem limitações

Uma representação visual do cérebro humano sobre um fundo abstrato que remete a circuitos e dados. No centro, duas silhuetas de perfis de cabeça humana em tons de azul cian. Vários outros cérebros em tons de bege e textura pontilhada estão espalhados pelo fundo amarelado. No canto inferior direito, a marca do "tecnoblog" é visível.
Reino Unido seguirá investindo em ferramentas de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Além do estudo do governo, o Alan Turing Institute divulgou um relatório que aponta que a IA pode auxiliar em até 41% das tarefas no setor público — resultado que reforça o interesse da Microsoft em posicionar o Copilot como uma solução voltada à produtividade corporativa.

Em janeiro, o governo britânico anunciou o desenvolvimento do Humphrey, um conjunto de ferramentas internas de IA para funcionários públicos. Para os cidadãos, as promessas incluem um novo app de serviços, um chatbot e até uma carteira digital para armazenar documentos como a carteira de motorista.

No entanto, segundo o Financial Times, outras experiências mostram que a IA ainda apresenta falhas e limitações, não sendo adequada para todo o tipo de trabalho oficial. De acordo com o jornal, no próprio Reino Unido, por exemplo, o uso de algoritmos de policiamento preditivo foi criticado por reforçar vieses raciais.

Com informações do Financial Times

Por: Felipe Faustino

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