Formada por ferro e níquel, rocha batizada de Phippsaksla pode ter origem fora do planeta, segundo análises do rover Perseverance
O rover Perseverance, enviado pela NASA para explorar Marte, encontrou uma rocha com características incomuns na região de Vernodden, dentro da cratera Jezero. Nomeada de Phippsaksla, a rocha possui cerca de 80 centímetros de largura e chamou atenção por sua composição rica em ferro e níquel, elementos comuns em meteoritos, mas pouco usuais no solo marciano.
A descoberta foi divulgada pelo portal ScienceAlert, com base em imagens e análises feitas diretamente pelos instrumentos a bordo do robô. Os cientistas suspeitam de que se trata de um meteorito metálico, formado a partir do núcleo de grandes asteroides nos primórdios do sistema solar.
Análise detalhada com tecnologia de ponta
O Perseverance utilizou câmeras de alta definição e ferramentas avançadas para estudar o objeto. Por meio do equipamento SuperCam, que inclui lasers e espectrômetros, foi possível identificar com clareza a presença de ferro e níquel em sua estrutura, indicando uma origem distinta das rochas locais.
A forma da rocha também chamou atenção: além de maior que as demais ao redor, Phippsaksla tem aparência esculpida, o que pode ter sido provocado pela entrada na atmosfera marciana ou pela erosão ao longo do tempo.
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Embora meteoritos já tenham sido encontrados em Marte anteriormente, esta é a primeira vez que o Perseverance encontra um exemplar desse tipo. Isso amplia o conhecimento sobre os impactos sofridos pelo planeta ao longo de sua história e fornece novas pistas sobre a formação do sistema solar.
Ainda não está confirmado oficialmente que a rocha é um meteorito, mas novas análises deverão aprofundar essa hipótese. Caso a NASA decida estudar amostras da Phippsaksla na Terra, será necessário organizar uma futura missão para recolher e transportar o material, já que o Perseverance não tem capacidade de envio de carga ao nosso planeta.
Desde sua chegada a Marte em fevereiro de 2021, o rover tem explorado leitos de antigos lagos, identificado possíveis sinais de vida passada e coletado amostras de solo e rochas. A missão inclui ainda o uso de uma broca integrada para perfurar e armazenar amostras, que futuramente poderão ser resgatadas por outra missão da NASA.
Foto: NASA/JPL-Caltech/ASU — Imagem feita pela Perseverance mostra a rocha denominada Phippsaksla
Por: Diogo Rodriguez


