terça-feira, 16 junho, 2026
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Como evitar golpes na hora de comprar ingressos para shows

Os shows internacionais que foram cancelados durante a pandemia estão voltando a acontecer, enquanto novas atrações aparecem por aqui e os grandes artistas brasileiros também voltam aos palcos. A temporada está quente para quem gosta de shows, com o Rock in Rio, no início de setembro, sendo apenas um dos tantos eventos musicais a balançarem o país neste segundo semestre.

Como sempre acontece com assuntos de alta popularidade, os golpistas também estão de olho. A venda de ingressos para shows costuma acontecer online e, por conta disso, é prato cheio para golpes envolvendo engenharia social e phishing, principalmente em um momento em que as entradas esgotam e os fãs que ficaram de fora passam a depender de desistentes e revendedores para garantirem seu lugar na plateia.

“Essa não é uma situação incomum e nem restrita ao universo do entretenimento. Qualquer evento que movimenta público pode entrar na mira de golpistas”, explica Leandro Reinaux, CEO da Even3, startup que fornece soluções para a organização de eventos. Fraudes e ingressos falsos, segundo ele, são apenas alguns dos elementos que trazem prejuízos tanto para os consumidores quanto aos promotores.

Alguns cuidados, porém, ajudam a garantir a segurança na hora de comprar ingressos para shows. Confira alguns deles:

Busque a venda oficial de ingressos

Buscar na internet por promotores e sites oficiais do show desejado ajuda a evitar golpes envolvendo envenenamento de pesquisas e páginas suspeitas (Imagem: Yvette de Wit/Unsplash)

A procura por ingressos e informações sobre shows, principalmente internacionais, é prato cheio para golpes que envolvem o envenenamento de resultados de buscas. Usando anúncios adquiridos nas plataformas, criminosos podem fazer com que sites fraudulentos apareçam no topo das pesquisas, ludibriando fãs a passarem dados de cartão de crédito enquanto acreditam estarem fazendo uma compra legítima.

O mesmo também vale para serviços suspeitos, muitas vezes gerenciados por terceiros e que trabalham com a revenda de tíquetes. Tais sites podem praticar preços mais altos que os oficiais ou até mesmo não terem autorização para venderem os ingressos, deixando os usuários na mão.

Por isso, o ideal é sempre buscar a revendedora oficial de ingressos para o espetáculo. Consulte anúncios, redes sociais e reportagens na imprensa sobre os valores cobrados, os meios de pagamento e as empresas responsáveis pelos eventos, desconfiando de qualquer informação diferente que esteja disponível, principalmente, em um site de venda. Na dúvida, não realize a compra.

No que seria uma espécie de extensão da recomendação anterior, é sempre importante observar os valores oficiais de diferentes setores de um show, bem como condições de parcelamento e taxas cobradas. Ao ver um valor bem abaixo do praticado oficialmente, o ideal é sempre desconfiar e evitar seguir adiante em negociações.

É, novamente, a mesma lógica encontrada em fraudes envolvendo o comércio eletrônico, em que preços e condições atrativos são usados como isca para roubar dados ou realizar golpes. Claro, sempre existe aquela pessoa que comprou o ingresso e não pode mais ir, preferindo vender por um valor abaixo do oficial para recuperar parte do dinheiro. Lembre-se, porém, que essa é uma exceção, não a regra.

Na dúvida, o ideal é não seguir em frente com a compra, para não correr o risco de ter as informações roubadas ou acabar com um tíquete falso nas mãos. Novamente, na hora de comprar um ingresso para show, prefira sites e serviços oficiais.

Cuidado com as redes sociais

Negociações com usuários em redes sociais exigem cuidado para evitar golpes com roubo de dados, crimes pessoais ou a compra de ingressos inválidos ou falsos (Imagem: Reprodução/Business Review)

Da mesma forma, caso prefira realizar uma compra direta de ingresso com alguém que, por algum motivo, busca se desfazer deles, é importante verificar se está lidando com um perfil legítimo. Observe fotos, informações, local de trabalho e número de amigos em busca de perfis falsos ou que apresente inconsistência com outras informações — alguém que diz morar em São Paulo mas só tem contatos no exterior, por exemplo.

O objetivo é flagrar contas falsas ou que tenham sido criadas apenas com o propósito de realizar fraudes. O ideal, ainda, é evitar passar informações pessoais e manter a conversa objetiva, sem o envio de senhas, códigos de verificação e outros dados que sejam eventualmente solicitados e podem ser usados para o roubo de contas ou a realização de mais golpes.

Em caso de negociação informal de ingressos, prefira se encontrar com o vendedor em locais públicos e não realize o pagamento antes de receber os tíquetes. Em caso de suspeitas, não vá ao local marcado e prefira meios oficiais de adquirir as entradas para o show ou evento.

Por Felipe Demartini | Editado por Claudio Yuge

Redação
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