sexta-feira, 26 junho, 2026
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Chatbots entram no mundo dos apps de namoro

Ferramentas da OpenAI, Anthropic e Google ajudam em abordagens iniciais e até encerramentos de namoros

Chatbots de inteligência artificial invadem o universo das paqueras e passam a funcionar como conselheiros amorosos, redatores de mensagens e até casamenteiros digitais para uma parcela crescente de usuários nos Estados Unidos.

A tendência, segundo a AP News, reúne perfis variados. Há quem recorra a chatbots para quebrar o gelo nas primeiras mensagens, quem use ferramentas de IA para construir perfis em aplicativos de relacionamento e quem contrate serviços de matchmaking (o processo de conectar partes com interesses ou características complementares) inteiramente automatizados. O uso mais disseminado, porém, é o de delegar a redação de mensagens a modelos de linguagem como ChatGPT, da OpenAI; Claude, da Anthropic; Grok, da X; e Gemini, do Google.

A comparação com Cyrano

À AP News, a coach de relacionamentos Carey Gaynes traçou um paralelo com o clássico da literatura francesa “Claude é o novo Cyrano”, referindo-se à peça do século 19 em que o personagem-título escreve as palavras românticas que outro homem usa para conquistar sua amada. “Você está usando uma voz que não é sua.”

Gaynes, que mantém o canal Coffee with Carey no YouTube, relata que clientes de todas as faixas etárias têm recorrido à tecnologia. Ela reconhece utilidade no recurso, mas alerta para o risco de dependência excessiva. Os relatos dividem-se entre entusiasmo e ceticismo.

Resistência e dados sobre ceticismo

Uma pesquisa do Pew Research Center realizada em 2025 apontou que 53% dos adultos norte-americanos acreditam que a IA prejudicará a capacidade das pessoas de pensar com criatividade. Metade dos entrevistados considerou que a tecnologia tornará mais difícil a construção de relacionamentos significativos, segundo o levantamento.

Vale lembrar que os grandes aplicativos de relacionamento já incorporaram a tecnologia em suas plataformas. O Tinder conta com o recurso Chemistry, que sugere perfis com base nos interesses do usuário. A fundadora do Bumble anunciou que a plataforma abandonará em breve o conhecido sistema de deslize de tela, migrando para um modelo de matchmaking orientado por IA. Após críticas à decisão, a CEO Whitney Wolfe Herd publicou uma nota afirmando que o que estão construindo “está enraizado em uma crença simples… a tecnologia deve tornar o amor e a conexão mais humanos, não menos”.

Fonte: Giz_br

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