quinta-feira, 18 junho, 2026
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Apple vai aumentar preços de produtos: custo de memórias está ‘insustentável’

A Apple, que ainda não havia feito nenhum aumento de preços durante a crise de memórias que o mercado enfrenta, afirma agora que será “inevitável” não repassar tais custos para o consumidor.

Os produtos da Apple ficarão inevitavelmente mais caros. A confirmação veio do CEO Tim Cook, em entrevista ao The Wall Street Journal publicada na quarta-feira (17). De acordo com o executivo, o aumento dos custos de memória RAM e armazenamento, que enfrentam escassez, é o principal culpado.

“Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis”, afirmou Cook. Até então, a Apple vinha mantendo os preços de seus produtos — como do iPhone, iPad, Mac e AirPods, por exemplo — sem repassar os custos crescentes das memórias ao consumidor.

“Estamos fazendo o possível para mitigar os enormes aumentos que estão sendo repassados para nós e temos tentado proteger nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável”, afirmou o executivo ao jornal.

O chefe da Apple não detalhou quando os aumentos serão aplicados e nem quão mais caros os produtos da empresa ficarão. Também não há estimativa de quais linhas de produtos poderão ser afetadas.

Memórias ficam cada vez mais caras

A situação da Apple, descrita por Cook, é a mesma enfrentada por diversas outras empresas do ramo de tecnologia. Uma projeção recente da TrendForce prevê um aumento de quase 100% nos preços de chips DRAM no segundo trimestre de 2026, por exemplo. Por outro lado, fabricantes de componentes seguem impulsionando receita e lucro com a demanda excessiva por esses itens em data centers para inteligência artificial (IA).

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A Apple ainda não confirmou quando os aumentos de preços acontecerão. (Imagem: Wellington Arruda/TecMundo)

Nesse cenário, o executivo ressalta a oferta menor para itens de consumo, ao mesmo passo que “os fabricantes estão repassando aumentos de preços exorbitantes”.

Em maio, por exemplo, um rumor sugeriu que a Apple poderia “cortar” a versão de 256 GB do MacBook Neo, seu notebook mais barato até então. A alternativa seria deixar apenas a variante de 512 GB disponível para o consumidor.

iPhone 18 pode ficar mais caro

O próximo anúncio de produto da Apple pode acontecer em setembro deste ano. É esperado que a empresa revele a nova linha iPhone 18, ainda que os rumores também falem sobre a apresentação do suposto primeiro smartphone dobrável da companhia. Analistas acreditavam que a nova linha não sofreria alterações nos preços, mas a fala recente de Cook pode reacender o debate.

Atualmente, esses são os valores sugeridos dos iPhones disponíveis no catálogo da Apple no Brasil:

  • iPhone 17: R$ 7.999 (256 GB) e R$ 9.499 (512 GB;
  • iPhone 17 Pro: R$ 11.499 (256 GB), R$ 12.999 (512 GB) e R$ 14.499 (1 TB);
  • iPhone 17 Pro Max: R$ 12.499 (256 GB), R$ 13.999 (512 GB), R$ 15.499 (1 TB) e R$ 18.499 (2 TB);
  • iPhone Air: R$ 10.499 (256 GB), R$ 11.999 (512 GB) e R$ 13.499 (1 TB);
  • iPhone 17e: R$ 5.799 (256 GB) e R$ 7.299 (512 GB);
  • iPhone 16: R$ 6.799 (256 GB);
  • iPhone 16 Plus: R$ 8.499 (256 GB) e R$ 9.299 (512 GB).

Imagem: Wellington Arruda/TecMundo

Por: Wellington Arruda

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