sábado, 13 junho, 2026
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Anthropic investe no Brasil e passará a oferecer IA que toma decisões para empresas

Novos modelos da ferramenta devem atuar em grandes e médias empresas do país

Uma das gigantes da tecnologia em inteligência artificial, a Anthropic está focada no mercado brasileiro neste ano. A empresa é fabricante dos modelos Claude e já tem o Brasil como terceiro maior mercado de IA para seus serviços, segundo o seu Anthropic Economic Index. O Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos, país sede da empresa, e da Índia, que tem a maior população do mundo.

Agora o objetivo da empresa vai além do uso do Claude para pessoas físicas e passa a ser também para empresas de diferentes setores, o que pode impactar o mercado brasileiro de diversas maneiras. Desde a última segunda-feira (8), a Anthropic começou a atuar com a parceira brasileira Sauter Digital, para oferecer a IA agêntica, sistema que não apenas responde perguntas, mas toma decisões, aciona ferramentas, consulta bases de dados e entrega resultados sem precisar de intervenção humana em cada etapa. Além de um passo tecnológico para o mercado, a atuação com um intermediário brasileiro abre um espaço jurídico para a sua atuação.

— Cuidamos de todo o ciclo: contratação da tecnologia, arquitetura, implementação, segurança e suporte contínuo. O cliente tem um único interlocutor local, em português, com contrato em reais e conformidade com a legislação brasileira, algo decisivo para grandes empresas — explica Emerson Lima, CEO da Sauter, que completa: — Nós fazemos um diagnóstico dos processos onde agentes de IA geram mais valor; financeiro, vendas, atendimento, jurídico; e desenhamos a solução de ponta a ponta, do acesso aos modelos da Anthropic à engenharia, integração com os sistemas do cliente e operação em produção.

Para a empresa, a IA agêntica no mercado brasileiro abre espaço para aumento de escala de produção, sem precisar de novas contratações. No entanto, há sempre a especulação de que a nova tecnologia pode provocar ondas de demissões. Embora a ferramenta da Anthropic assuma funções sem estar sempre sendo operada por humanos, ainda é preciso de uma supervisão, que não necessariamente será feita por funcionários da empresa que contrata o serviço.

— Todos os nossos projetos incluem uma camada de governança e observabilidade. Monitoramos o comportamento dos agentes em produção, auditamos respostas, medimos qualidade e garantimos que o uso permaneça dentro das políticas definidas com o cliente. Isso faz parte da nossa oferta de AI Governance e dos serviços gerenciados. Os modelos Claude têm políticas de uso rígidas que proíbem aplicações nocivas. No momento da implementação, a Sauter adiciona controles próprios: limites de acesso a dados, trilhas de auditoria, conformidade com Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e validação humana em decisões críticas — pontua Lima.

Contratação e aplicação

A nova tecnologia é atualmente focada em médias e grandes empresas, já que seus valores são significativos. A parceira brasileira não informa apresenta preços tabelados para a contratação do serviço, já que ele varia conforme a complexidade e a escala, mas informa que o contrato mais simples já custa algumas dezenas de milhares de dólares e evolui conforme o seu uso e aplicação.

— O ponto importante é que o modelo é desenhado para que o retorno seja mensurável em semanas, e não anos, com alvos claros em produtividade, redução de custo operacional e velocidade de atendimento — destaca o CEO.

 Foto: Divulgação

Fonte: Agência O Globo

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