quinta-feira, 23 abril, 2026
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Spotify testa playlists geradas por IA a partir de prompts de texto

Novo recurso oferece maior controle para usuários durante o uso da plataforma

Spotify iniciou testes de um novo recurso para criação de listas de reprodução personalizadas utilizando inteligência artificial (IA). A ferramenta, chamada “Playlists Promovidas”, está disponível apenas para um pequeno grupo de assinantes Premium na Nova Zelândia, e funcionando exclusivamente em inglês.

A nova funcionalidade oferece aos usuários maior controle sobre o algoritmo do serviço de streaming, possibilitando descrições detalhadas do tipo de música desejada. O sistema cria playlists personalizadas baseadas não apenas nas preferências atuais, mas em todo o histórico de audição do usuário desde a criação da conta.

Esta implementação representa um avanço em relação às playlists com IA lançadas em 2024. Agora, os usuários podem escrever instruções muito mais específicas e extensas, pois o sistema considera o conhecimento do mundo ao redor.

Por enquanto, o recurso permanece em fase beta e está restrito à Nova Zelândia. Contudo, a empresa planeja expandir para outros mercados após o período de aprimoramento. Por enquanto, a plataforma de streaming ainda não definiu datas específicas para a disponibilização em outros países.

Os assinantes Premium neozelandeses com acesso ao recurso podem criar playlists baseadas em seus gostos musicais ao longo do tempo. Um diferencial importante é a capacidade de acessar períodos anteriores do histórico de reprodução e definir a frequência de atualização das listas.

Como o novo recurso funciona?

Entre as sugestões de uso, o Spotify indica que os usuários podem solicitar “músicas dos meus artistas favoritos dos últimos cinco anos” ou adicionar pedidos como “músicas menos conhecidas que eu ainda não ouvi”.

A ferramenta também permite comandos mais elaborados. Os usuários podem, por exemplo, pedir playlists com “pop e hip-hop energéticos para uma corrida de 5 km de 30 minutos, mantendo um ritmo constante antes de passar para músicas relaxantes para o resfriamento” ou “músicas dos maiores filmes e séries de TV mais comentadas deste ano que combinem com o meu gosto”.

As playlists geradas incluirão descrições e contexto para que o usuário compreenda o motivo de cada recomendação. Além disso, o sistema oferecerá dicas para ajudar os usuários a começarem a utilizar o recurso.

O Spotify não é a única plataforma a implementar controles de algoritmo para seus usuários. O Instagram também lançou um recurso que permite aos usuários controlar o tipo de Reels que visualizam. Da mesma forma, o Bluesky, uma plataforma descentralizada concorrente, oferece aos usuários a opção de controlar seu próprio algoritmo.

A empresa indicou que realizará melhorias no sistema antes de expandir a disponibilidade das “Playlists Promovidas” para outros mercados além da Nova Zelândia.

Fonte: Vinicius Marques

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