Novo recurso oferece maior controle para usuários durante o uso da plataforma
O Spotify iniciou testes de um novo recurso para criação de listas de reprodução personalizadas utilizando inteligência artificial (IA). A ferramenta, chamada “Playlists Promovidas”, está disponível apenas para um pequeno grupo de assinantes Premium na Nova Zelândia, e funcionando exclusivamente em inglês.
A nova funcionalidade oferece aos usuários maior controle sobre o algoritmo do serviço de streaming, possibilitando descrições detalhadas do tipo de música desejada. O sistema cria playlists personalizadas baseadas não apenas nas preferências atuais, mas em todo o histórico de audição do usuário desde a criação da conta.
Esta implementação representa um avanço em relação às playlists com IA lançadas em 2024. Agora, os usuários podem escrever instruções muito mais específicas e extensas, pois o sistema considera o conhecimento do mundo ao redor.
Por enquanto, o recurso permanece em fase beta e está restrito à Nova Zelândia. Contudo, a empresa planeja expandir para outros mercados após o período de aprimoramento. Por enquanto, a plataforma de streaming ainda não definiu datas específicas para a disponibilização em outros países.
Os assinantes Premium neozelandeses com acesso ao recurso podem criar playlists baseadas em seus gostos musicais ao longo do tempo. Um diferencial importante é a capacidade de acessar períodos anteriores do histórico de reprodução e definir a frequência de atualização das listas.
Como o novo recurso funciona?
Entre as sugestões de uso, o Spotify indica que os usuários podem solicitar “músicas dos meus artistas favoritos dos últimos cinco anos” ou adicionar pedidos como “músicas menos conhecidas que eu ainda não ouvi”.
A ferramenta também permite comandos mais elaborados. Os usuários podem, por exemplo, pedir playlists com “pop e hip-hop energéticos para uma corrida de 5 km de 30 minutos, mantendo um ritmo constante antes de passar para músicas relaxantes para o resfriamento” ou “músicas dos maiores filmes e séries de TV mais comentadas deste ano que combinem com o meu gosto”.
As playlists geradas incluirão descrições e contexto para que o usuário compreenda o motivo de cada recomendação. Além disso, o sistema oferecerá dicas para ajudar os usuários a começarem a utilizar o recurso.
O Spotify não é a única plataforma a implementar controles de algoritmo para seus usuários. O Instagram também lançou um recurso que permite aos usuários controlar o tipo de Reels que visualizam. Da mesma forma, o Bluesky, uma plataforma descentralizada concorrente, oferece aos usuários a opção de controlar seu próprio algoritmo.
A empresa indicou que realizará melhorias no sistema antes de expandir a disponibilidade das “Playlists Promovidas” para outros mercados além da Nova Zelândia.
Fonte: Vinicius Marques


