Executivo criou uma nova unidade de superinteligência que conta com um grupo pequeno de especialistas, com o objetivo de desenvolver os modelos de inteligência artificial mais avançados
Mark Zuckerberg decidiu aplicar na Meta um princípio que move as startups: menos gente, mais agilidade. O executivo criou uma nova unidade de superinteligência que conta com um grupo pequeno de especialistas, com o objetivo de desenvolver os modelos de inteligência artificial mais avançados, de acordo com um memorando interno ao qual o Business Insider teve acesso.
A unidade representa uma fração da força de trabalho total da big tech – soma mais de 70.000 funcionários -, e muitos de seus membros, incluindo o líder Alexandr Wang, foram contratados de startups de IA em ascensão.
“Acabei de ficar um pouco mais convencido sobre a capacidade de equipes pequenas e ricas em talentos serem a configuração ideal para impulsionar pesquisas de fronteira”, disse Zuckerberg na última teleconferência de resultados da Meta, citado pelo BI. “É uma configuração um pouco diferente.”
Possibilidade de desafios
O progresso em IA muitas vezes dependem de apenas um pequeno grupo de pesquisadores. E fora que ainda não há no mercado tantos pesquisadores de IA disponíveis para contratação. Daí a decisão da Meta.
“Com base na minha experiência, o avanço da IA realmente depende de avanços que vêm de apenas algumas pessoas”, disse Yangshun Tay, um engenheiro de IA, anteriormente ao Business Insider. “Não é preciso muita gente – apenas algumas pessoas inteligentes e de primeira linha para ter grandes avanços e um impacto extremamente desproporcional.”
A grande questão agora é se as equipes do “tipo startup” podem levar uma grande empresa de tecnologia como a Meta ao limite.
Elliott Parker, CEO da Alloy Partners, que auxilia grandes corporações a criar startups, apontou que equipes pequenas com atribuições amplas podem enfrentar desafios descomunais. Um dos motivos é que um grupo que representa um pequeno ponto em um organograma extenso pode ainda estar sujeito a equipes jurídicas, de recursos humanos e de recrutamento.
Além disso, segundo ele, uma unidade especial dentro de uma organização pode fazer com que os trabalhadores tradicionais se sintam presos em um lugar que “não é para onde as estrelas vão”. E também há o risco de haver desafios relacionados à potencial sobreposição, onde várias equipes pequenas acabam fazendo a mesma coisa.
Por: Renata Turbiani


