Empresa suspendeu restrições a assistentes virtuais de terceiros no Brasil após determinação de autoridades
A Meta decidiu excluir o Brasil da nova política que restringe o uso de chatbots de inteligência artificial de terceiros no WhatsApp. A medida passou a valer na quinta-feira (15), mesmo dia em que a política entrou em vigor globalmente, e ocorre após o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ordenar a suspensão das restrições no país.
De acordo com comunicado enviado aos provedores de IA, a empresa informou que as novas regras não se aplicarão aos usuários com números telefônicos brasileiros. “A exigência de cessar respostas às consultas dos usuários e implementar linguagem de resposta automática pré-aprovada (mencionada abaixo) antes de 15 de janeiro de 2026, não se aplica mais ao enviar mensagens para pessoas com código de país do Brasil (+55)”, afirma o documento verificado pelo TechCrunch.
Política global e exceções
A política implementada pela Meta afeta principalmente chatbots de propósito geral, como ChatGPT e Grok, que utilizam a API comercial do WhatsApp. Para os demais países, exceto Brasil e Itália, a empresa estabeleceu um período de adaptação de 90 dias a partir de 15 de janeiro. Durante este tempo, os desenvolvedores devem interromper o funcionamento desses serviços no aplicativo.
É importante ressaltar que as restrições não afetam bots de atendimento ao cliente, que continuam permitidos na plataforma. A exceção para o mercado brasileiro segue decisão semelhante já aplicada anteriormente na Itália, após questionamentos da agência de concorrência daquele país em dezembro.
Investigações antitruste
O Cade que investigará se os termos da Meta são excludentes para concorrentes e favorecem indevidamente o Meta AI, chatbot próprio da empresa disponível no WhatsApp. Além disso, a União Europeia também abriu uma investigação antitruste sobre as novas regras.
Em resposta às investigações, a Meta tem argumentado que os chatbots de IA estão sobrecarregando seus sistemas. “Essas alegações são fundamentalmente falhas”, disse um porta-voz do WhatsApp em resposta à investigação do Cade na terça-feira. “o surgimento de chatbots de IA em nossa API Business colocou uma pressão em nossos sistemas que não foram projetados para suportar. Essa lógica presume que o WhatsApp é de alguma forma uma loja de aplicativos de fato. A rota para o mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias do setor; não a Plataforma de Negócios do WhatsApp”,
Fonte: Giz_br


