Vou contar uma história que aconteceu comigo recentemente. Fui viajar com a minha mulher para um hotel muito bacana em Santa Catarina. O fim de semana havia sido ótimo, ao lado de amigos, praia, enfim…
No dia da volta, um domingo, saímos três horas antes para chegar ao aeroporto, como se pede. Entramos no táxi e eis que nos damos conta de que o trajeto estava todo interditado por causa da Maratona de Florianópolis. O trânsito estava uma loucura.
Minha mulher é uma pessoa muito realista. Olhou o tumulto, fez uma análise da situação e pontificou: não vai dar tempo. Eu e o motorista do transporte, por outro lado, argumentávamos – baseados só no nosso otimismo – que seria possível chegar a tempo.
Sabe aquelas cenas de filme em que uma pessoa corre com sua mala pelos terminais do aeroporto como se a vida dela dependesse desse sprint? Pois foi exatamente isso o que eu e minha mulher fizemos ao chegar no aeroporto.
Acreditávamos que seria possível embarcar. Não foi. Chegamos 7 minutos depois que o check in havia fechado. Nessas horas – tenho certeza de que já aconteceu algo parecido com você, caro leitor – dá vontade de gritar, de jogar tudo para o alto. É um verdadeiro teste para a nossa saúde mental.


