sexta-feira, 25 setembro, 2026
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Super El Niño pode causar 13,3 mil mortes no Brasil por calor extremo

Relatório do Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago, projeta 451 mil mortes relacionadas ao fenômeno

O Brasil será o País da América do Sul mais afetado pelo Super El Niño, causando 13.300 mortes devido ao calor extremo, de acordo com relatório do Laboratório de Impacto Climático (Climate Impact Lab), da Universidade de Chicago, que aponta 451 mil mortes em todo o mundo.

Essas mortes por calor causadas pelo El Niño se concentrarão, em sua grande maioria, no Sul Global. O relatório aponta que, nos próximos seis meses, estão projetadas 66.800 mortes adicionais no Sahel, na África, com quase metade dessas vidas perdidas na Nigéria (31.400). Em outras partes da região, o Sudão enfrentará 17.500 mortes adicionais por calor, o Níger, 10.000, e o Chade, 8.000. No Sudeste Asiático, o calor adicional deverá causar 19.400 mortes nas Filipinas, no Vietnã, na Tailândia e no Camboja, e 19.300 mortes na Indonésia. Prevê-se que a Índia registre mais 15.800 mortes.

“Aumentar a capacidade de resposta a emergências e direcionar melhor nossos esforços pode salvar muitas vidas este ano. Mas daqui a 20 anos, quando as temperaturas extremas de hoje se tornarem a nova normalidade, não queremos estar em constante estado de emergência”, afirma Tamma Carleton, coautora do relatório, chefe de Pesquisa do Laboratório de Impacto Climático e professora assistente da Universidade da Califórnia, Berkeley.

Os efeitos incluem impactos de secas, incêndios florestais e inundações esperados em função das altas temperaturas e da alteração nos padrões de chuva, já que este El Niño pode se tornar o mais forte já registrado. O relatório identifica as regiões onde se prevê o maior número de mortes, indicando onde ações imediatas podem oferecer a melhor oportunidade para salvar vidas.

De acordo com o relatório, as 451.000 mortes projetadas para ocorrer apenas nos primeiros nove meses (junho de 2026 a fevereiro de 2027) do El Niño são cerca de 65 vezes maiores do que as 6.800 pessoas que se acredita terem morrido ou desaparecido devido às recentes inundações repentinas no Nepal.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Mercado&Consumo.

Fonte: Mercado & Consumo

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