AgiBot A2 percorreu o trajeto entre Suzhou e Xangai sem desligar e entrou para o Guinness World Records.
A empresa Agibot Innovation (Shanghai) Technology, da China, acabou de bater uma marca inédita: seu robô humanoide AgiBot A2 alcançou a marca de 106,286 quilômetros percorridos e entrou para o Guinness World Records.
A publicação salientou que esta foi a “jornada mais longa já realizada por um robô humanoide”. A máquina saiu do Lago Jinji, na província de Jiangsu, e foi até o distrito ribeirinho de Bund, em Xangai. “Caminhar de Suzhou a Xangai é difícil para muitas pessoas de uma só vez, mas o robô completou o percurso”, disse Wang Chuang, sócio e vice-presidente sênior da AgiBot, ao portal de notícias chinês Global Times.
Ele acrescentou que o resultado demonstra avanços na durabilidade do hardware, no controle de equilíbrio e na resistência geral, que são importantes para a futura implementação comercial.
Um vídeo publicado no YouTube mostra uma versão editada da caminhada, mas sem muitas informações. O que se nota nas imagens é que o AgiBot A2 passou por diversas rotas, incluindo áreas urbanas, rodovias e pontes, e enfrentou visibilidade limitada à noite. Além disso, obedeceu aos sinais de trânsito, mas não está claro qual o nível de autonomia em funcionamento.
Segundo Wang, o robô usado no desafio era uma unidade comercial padrão, produzida em massa, sem modificações personalizadas, e idêntica aos robôs entregues aos clientes. Para essa caminhada, ele foi equipado com dois módulos de GPS, além do lidar integrado e câmeras de profundidade infravermelhas.
Isso, salientou o executivo, “lhe conferia a capacidade de sensoriamento necessária para uma navegação precisa em condições de iluminação variáveis e ambientes urbanos complexos”.
O A2 conseguiu completar todo o percurso sem desligar, graças ao sistema de baterias substituíveis a quente da empresa. Ao chegar ao destino, ele interagiu com repórteres, descrevendo a jornada como uma “experiência memorável” em sua “vida de máquina”. Ainda e brincou que talvez “precisasse de um novo par de sapatos”.
Foto: Divulgação/AgiBot
Por: Renata Turbiani


