Um grupo de estudantes da Escola Estadual Militar Tiradentes Tenente Coronel Louirson Rodrigues Benevides, localizada no município de Várzea Grande, está explorando alternativas naturais para o controle de baratas domésticas, insetos conhecidos por serem vetores de diversos microrganismos que ameaçam a saúde humana e animal. Eles estão usando plantas com propriedades inseticidas como uma solução viável e ecológica, focando na extração de óleos essenciais de espécies como a citronela, hortelã e cravo-da-índia, conhecidas por suas propriedades repelentes.
As baratas são insetos resilientes e adaptáveis, capazes de carregar vírus, bactérias, fungos e protozoários em seus corpos, tanto na fase adulta quanto na de ninfa. Atuando como vetores mecânicos, elas causam danos a produtos armazenados e podem servir como hospedeiros intermediários de vários helmintos que afetam tanto os humanos quanto os animais domésticos.
Tradicionalmente o controle desses insetos tem se baseado no uso de produtos químicos sintéticos e barreiras físicas. No entanto, o aumento da resistência das baratas a esses produtos, aliados aos impactos ambientais negativos causados pelo uso prolongado de pesticidas sintéticos, têm impulsionado a busca por alternativas mais seguras e sustentáveis.
O projeto foi dividido em várias etapas. Inicialmente as plantas foram cultivadas em ambiente escolar, permitindo que os estudantes aprendessem sobre o ciclo de vida delas, e técnicas de cultivo. Em seguida foram extraídos os óleos essenciais, utilizando métodos como extração por solventes e destilação, sendo que diversos solventes e concentrações foram testados para otimizar a eficiência dos extratos, com isso os estudantes desenvolveram diferentes repelentes e testaram a sua eficácia contra as baratas.
“Com resultados promissores, alguns extratos vegetais demonstraram uma repelência significativa, indicando que esse uso possuem um grande potencial como alternativas naturais aos pesticidas sintéticos, representando uma estratégia sustentável que minimiza os impactos ambientais e os riscos à saúde humana, em contraste com os produtos químicos tradicionais”, salientou a coordenadora do projeto professora Raquel dos Santos Amim.
O projeto foi desenvolvido dentro do Programa Inovação na Escola (PIE), financiado pelo Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), que visa incentivar a iniciação científica nas escolas estaduais no desenvolvimento de soluções inovadoras que beneficiam tanto a sociedade quanto o meio ambiente, envolvendo jovens estudantes no processo científico estimulando o pensamento crítico e a criatividade, capacitando–os a enfrentar desafios com conhecimentos e responsabilidade.
Widson Ovando | Fapemat


