Hoje em dia, saber se vender virou pré-requisito. Tem gente que domina a arte de montar um bom discurso, de se posicionar bem nas redes, de falar como um case ambulante. Sabe o que dizer, como dizer, a hora de dizer. E isso, de fato, tem valor — porque visibilidade importa.
Mas o problema começa quando a embalagem fala mais alto que o conteúdo. Quando a apresentação é de CEO, mas a entrega é de estagiário sem supervisão. E aí a conta vem.
Todo mundo já trabalhou com alguém assim. Que sabe se apresentar, faz live, posta frase bonita, mas que, na prática, some quando o problema real aparece. Na hora do desafio, da entrega, do “vamos ver”, a performance não acompanha o marketing pessoal. E o que parecia autoridade se revela insegurança muito bem disfarçada.
O pior é que, muitas vezes, essas pessoas conseguem espaço. Porque o mercado ainda premia mais quem aparece do que quem resolve. Enquanto isso, tem gente que está ali no dia a dia, resolvendo pepino, evitando prejuízo, segurando cliente, e mesmo assim se sente invisível.
Se esse é você, entenda: não tem nada de errado em aprender a se comunicar melhor. Mas jamais se compare com quem só sabe fazer barulho. Porque barulho impressiona por um tempo — mas é a entrega que sustenta reputação, confiança e carreira no longo prazo.
E se você é quem domina palco, mas não sustenta bastidor, cuidado. Uma hora alguém vai conferir se o que você vende é de verdade. E se for só pose, não vai durar.
No mundo dos infoprodutores, isso acontece aos montes. No curto período em que estive mais focado nesse mar de “ideias geniais”, vi profissionais fazendo absurdos que até Deus duvida. Alguns exemplos: dizer que faturou 280 mil em um lançamento, sendo que todas as compras foram feitas por ele mesmo; bater no peito e afirmar que faturou um milhão, mas teve um custo de um milhão e duzentos; e o melhor de todos: assistir a três outros infoprodutores, montar um infoproduto “frankenstein” e afirmar que o produto foi criado a partir dos “insights” que teve em sua trajetória profissional. Adivinha? Hoje, todos os três estão fora do mercado — viraram lendas… mas do jeito errado de se trabalhar.
O mercado pode até aplaudir o brilho por um tempo, mas respeita mesmo quem entrega no escuro, quando ninguém está olhando. No fim, o jogo é claro: Visibilidade é importante. Mas sem consistência, vira ilusão.
A pose abre portas. A entrega é o que te mantém lá dentro.
Agora eu te pergunto, você é POSE ou ENTREGA?


