sábado, 20 junho, 2026
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O domínio do ChatGPT começa a perder força

ChatGPT ainda lidera, mas caiu abaixo de 50% pela primeira vez enquanto Gemini e Claude ganham espaço.

ChatGPT ainda lidera o mercado global de assistentes de inteligência artificial, mas perdeu um marco simbólico. Até o fim de maio de 2026, sua participação caiu para 46,4%, abaixo de 50% pela primeira vez.

A mudança mostra que o usuário já não trata IA como sinônimo de um único aplicativo. Gemini, Claude, Grok, Perplexity, DeepSeek e Meta AI disputam tempo, assinatura, confiança e tarefas do dia a dia.

ChatGPT segue líder, mas perdeu espaço

Imagem: Sensor Tower

O ChatGPT tem mais de 1,1 bilhão de usuários mensais. O Gemini aparece em seguida, com 662 milhões. O Claude vem depois, com 245 milhões.

A OpenAI também informou 900 milhões de usuários ativos semanais em fevereiro de 2026. O número reforça o tamanho da base do ChatGPT, que continua muito à frente dos rivais.

A diferença está na velocidade da concorrência. Até janeiro de 2026, o ChatGPT mantinha mais de 50% do mercado. No fim de maio, caiu para 46,4%.

O Gemini chegou a 27,7%. O Claude alcançou 10,3%. Outros assistentes, como Grok, Perplexity, DeepSeek e Meta AI, ficaram abaixo de 5% cada.

Imagem: Sensor Tower

Usuários estão menos fiéis a uma única IA

A disputa deixou de envolver apenas recursos novos. Usuários começam a alternar entre assistentes conforme tarefa, confiança e contexto.

O Gemini cresce com ajuda do ecossistema do Google. Essa integração facilita o uso por quem já vive entre busca, documentos, e-mail e celular Android.

O Claude ganhou reputação em tarefas de produtividade. A retenção de usuários se aproxima da taxa do ChatGPT, o que sugere uso recorrente, não só curiosidade inicial.

A confiança também pesa. Um acordo da OpenAI com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em fevereiro, gerou aumento mensurável em desinstalações. O dado indica que valores de marca influenciam a escolha do app.

O mercado começa a cobrar mais do usuário

De acordo com o TechRadar, no primeiro semestre de 2026, o mercado caminha para quase 2,3 bilhões de downloads de apps de IA. O gasto estimado passa de US$ 4,2 bilhões.

No primeiro semestre de 2025, esse gasto ficou em US$ 1,83 bilhão. O salto indica uma fase mais voltada à monetização.

O crescimento de downloads e gastos perdeu ritmo, mas os números absolutos continuam subindo. Esse comportamento aponta para um mercado mais maduro.

Nos Estados Unidos, usuários gastam mais com recursos premium e usam assistentes para produtividade. O Claude se destaca nesse ponto. Treze por cento dos usuários da Anthropic pagam assinatura, a maior taxa do grupo analisado.

Anúncios e compras entram no jogo

A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT em fevereiro de 2026. Em maio, 17% dos usuários diários viam anúncios, em média.

Software e compras lideram as categorias de anunciantes. Mídia, entretenimento, alimentação e restaurantes aparecem depois.

O ChatGPT também envia mais tráfego para varejistas como Target, Walmart e Costco. A Amazon bloqueou rastreadores do ChatGPT e viu tráfego de referência estagnado.

Esse movimento abre espaço para assistentes dentro das lojas. O Spark, do Walmart, cresce. O Rufus, da Amazon, mostrou avanço menor em usuários, mas quem usou o recurso passou mais tempo no app e comprou mais.

Para o consumidor, a escolha de IA ficará mais parecida com escolher um serviço digital pago. O melhor app pode depender da tarefa, do ecossistema, do preço e da confiança.

Por: Hemerson Brandão

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