Mulher na presidência da Academia Mato-Grossense de Letras

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Sueli Batista dos Santos menciona sua vida profissional até chegar à presidência da AML

Sueli Batista dos Santos é a terceira mulher a assumir à presidência da Academia Mato-Grossense de Letras (AML) e está em seu segundo mandato consecutivo. Contudo, antes de chegar a esse cargo, ela trilhou pelas escritas da imprensa e presidiu três organizações não governamentais(ONGs),sendo duas voltadas para os direitos das mulheres e uma intelectual, que são elas: ONG Feminina, BPW Cuiabá, Sigla da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais e também presidiu organização em nível nacional.

Até então, Sueli Batista dos Santos ingressou na ALM por eleição realizada no dia 19 de junho de 2014, para ocupar a Cadeira de número 34. Só em setembro de 2019 tornou-se presidente da Academia.

A presidente ressaltou que no primeiro processo eleitoral para presidir à AML, foram duas chapas encabeçadas por mulheres que disputaram a presidência. Já na segunda eleição, ela foi reeleita com chapa única para gestão 2021-2023. Ressaltando que, em 100 anos de instituição, Sueli Batista dos Santos é a terceira mulher presidente da Academia.

Ao assumir a presidência da Academia Mato-grossense de Letras, ela se deparou com os obstáculos que teria para transpor, desde a situação financeira como a de abrir a AML para visitação.

“O grande desafio é administrar com poucos recursos, a AML sobrevive praticamente da anuidade dos acadêmicos e nem todos pagam porque após 25 anos são jubilados. Há outros obstáculos a transpor a exemplo de abrir a Casa Barão rotineiramente para a sociedade, com visitações e programações culturais e investir em publicações”, explicou.

A respeito de quão importante é AML para ela, Sueli Batista a descreve como o coroamento de toda a sua trajetória e a perpetuação de sua história e acrescenta: “É de muita relevância o papel da Academia de Letras,

principalmente devido a sua responsabilidade e compromisso que se somam aos esforços para a proteção da nossa língua, da nossa história e da nossa produção intelectual, tornando possível transmiti-las no tempo presente e no futuro”, enfatizou.

Ressaltou que seu legado na Academia Mato-grossense de Letras começou a ser construído no aniversário de 100 anos da entidade. “O meu legado já começou a ser construído no centenário da instituição, eu abri, conduzi e fechei a programação dos 100 anos com projetos e conquistas relevantes para a instituição. Fui reeleita e sou a primeira presidente do início do caminhar do bicentenário, inclusive instalei no pátio da Casa Barão a cápsula do tempo, que será aberta em setembro de 2121, com informações de 2021”, explicou.

E reforçou seu objetivo de criar mais projetos edificantes para o desenvolvimento da AML, uma das mais respeitadas instituições de Mato Grosso.

A presidente comentou sua trajetória antes da AML, que foi como jornalista e empreendedora na área da comunicação desde a década de 80 e do tempo que presidiu ONGs.

“Antes de presidir a AML eu fui presidente da ONG Feminina, BPW Cuiabá, sigla da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais. Já presidi a organização em nível nacional”, destacou.

Conforme o site da AML, Sueli Batista atuou na área da educação pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a qual foi uma das responsáveis pelas primeiras turmas de Jornalismo e Publicidade da instituição. As turmas de jornalismo do Instituto Várzea-Grandense de Educação (IVE) também foi uma de suas atuações.

Sueli Batista dos Santos é natural de São Paulo- SP, é jornalista, empresária e escritora, dentre suas publicações estão: Pássaro Passará – A Lira em tom maior, Memória Resgatada – Um Arsenal Munido de Cultura, Memória Resgatada – Trabalho, Trabalho, Trabalho e A Chalana de Nhô É. Além de publicações em co-autoria como: Informação em Tempo Real e Raul Seixas para sempre- O Eterno Maluco Beleza.