quinta-feira, 25 junho, 2026
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IA no Chrome incomoda? Veja o que dá para desligar

Chrome tem IA local de 4 GB para segurança e APIs, mas usuários podem desligar o Gemini Nano nas configurações.

Usuários do Chrome para desktop podem ter um modelo Gemini Nano rodando localmente no computador e ocupando cerca de 4 GB. O recurso chegou ao navegador em 2024, mas voltou ao debate recentemente, após relatos de usuários surpresos com a instalação e preocupados com privacidade.

O que muda para quem usa Chrome

O Gemini Nano não é o mesmo AI Mode do Chrome. Ele roda no próprio computador e alimenta funções locais de IA, como detecção de golpes e APIs para desenvolvedores.

A proposta do Google é processar certas tarefas no dispositivo, sem enviar dados para a nuvem quando isso for possível. Esse ponto importa para privacidade, porque processamento local tende a expor menos informações.

O problema está na percepção do usuário. Muita gente não sabia que o Chrome tinha baixado um modelo de IA grande o bastante para ocupar cerca de 4 GB no armazenamento.

Como desligar o Gemini Nano

O caminho oficial fica dentro do próprio Chrome. No desktop, abra o menu de três pontos, entre em Configurações, depois em Sistema, e desative a opção “On-device AI” (ou “IA no dispositivo”).

Remover o arquivo manualmente na pasta do sistema não resolve o problema. O Chrome pode baixar o modelo de novo quando o navegador reiniciar.

À Wired, um porta-voz do Google diz que a empresa começou a liberar esse controle em fevereiro. Quando o usuário desativa a opção, o modelo deixa de baixar ou receber atualizações.

A empresa também diz que o Gemini Nano pode sair automaticamente do dispositivo quando o computador fica com poucos recursos disponíveis.

Por que nem sempre vale desligar

Um arquivo de IA com 4 GB no computador, sem aviso muito visível, parece invasivo para quem só quer navegar.

Porém, a decisão não deve partir só do susto. Se o usuário desativa a IA local, algumas funções de segurança deixam de funcionar. Entre elas está a detecção de golpes com IA no próprio aparelho.

Sites que usam APIs locais de IA também podem se comportar de forma diferente.

O dilema real é controle

Parisa Tabriz, gerente geral do Chrome, escreveu que a integração do Gemini Nano ajuda recursos de segurança e APIs para desenvolvedores “sem enviar seus dados para a nuvem”.

Já o consultor Davi Ottenheimer alerta que um modelo local no dispositivo pode virar um “campo minado oculto”. Ele acompanha atualizações do Chrome e mesmo assim poderia ter perdido essa mudança.

Se por um lado, a IA local pode proteger melhor a privacidade, por outro, uma instalação pouco evidente reduz a confiança.

O que fazer agora

Quem tem pouco espaço no computador ou não quer IA local no navegador pode desativar o recurso nas configurações. Porém, quem valoriza proteção contra golpes talvez prefira manter o modelo ativo.

A melhor decisão é verificar a configuração agora. O ponto não é ter medo de IA no Chrome. O ponto é saber quando ela roda, quanto ocupa e quais funções você perde ao desligar.

Imagem: Google

Por: Hemerson Brandão

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