segunda-feira, 31 agosto, 2026
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Empresas de IA alertam: o prazo para se preparar contra ataques é curto

OpenAI, Anthropic e Microsoft defendem mais financiamento governamental, acesso antecipado a tecnologias de defesa e estratégias coordenadas de resposta.

OpenAI, Anthropic, Amazon Web Services, Microsoft e mais de 100 empresas publicaram uma carta defendendo uma iniciativa ampla de defesa cibernética. Segundo elas, ataques preparados com auxílio de inteligência artificial se tornarão comuns em questão de meses.

documento pede mais financiamento governamental para defesa cibernética, além de estratégias e coordenação para responder a ações criminosas. A publicação tem, entre seus signatários, companhias de diferentes setores, como tecnologia, finanças e indústria. Algumas delas são responsáveis por criar as mesmas tecnologias que podem ser usadas em ataques.

O que diz a carta?

O documento faz um apelo a autoridades governamentais e líderes do setor de tecnologia para que todos os recursos sejam mobilizados para este fim. Os governos deveriam criar canais para compartilhamento de informações e coordenação de defesas, além de ajudar no financiamento das tecnologias, argumenta a carta.

Em relação às companhias de IA, há um apelo para que elas permitam o acesso aos seus modelos de maior capacidade técnica durante incidentes cibernéticos.

Entre os pedidos, está mais agilidade nos programas de acesso a entidades confiáveis, que permitem que algumas companhias trabalhem com modelos de IA de alta capacidade antes que eles sejam liberados para o grande público.

As empresas dizem ainda que todas as organizações precisam melhorar seus padrões de segurança interna e consertar vulnerabilidades de alto risco. Outro ponto é tomar mais cuidado com soluções de software, sejam elas compradas ou desenvolvidas internamente. A geração de código usando IA, ironicamente, pode aumentar os riscos.

Riscos da IA deixam empresas em alerta

A cibersegurança entrou no centro do debate nos últimos meses após diversos incidentes, como ataques a sistemas essenciais de água e energia nos Estados Unidos. Algumas dessas ações foram desenvolvidas com auxílio de IA, usando modelos treinados por algumas das mesmas empresas que assinam a carta.

O documento se soma a outros semelhantes divulgados nos últimos meses, como uma publicação do FMI e um comunicado conjunto dos órgãos de inteligência de Austrália, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Reino Unido.

Com informações do AxiosReuters e The Register

Por: Giovanni Santa Rosa

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