quinta-feira, 23 abril, 2026
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Em crescimento no país, fundos de Corporate Venture Capital investem mais em tecnologia da informação

Dados sobre os aportes de CVC em startups foram apresentados durante o Congresso da ABVCAP

Apesar da queda no volume de dinheiro aportado em startups por fundos de venture capital no último ano, o mercado não está totalmente desaquecido. As grandes corporações continuam vendo potencial em estruturar frentes para investir em inovação aberta no Brasil: a consultoria TTR Data identificou mais de 80 empresas atuando no corporate venture capital, com cerca de 40 trabalhando na estruturação de seus fundos.

A informação foi divulgada durante o segundo dia do Congresso da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), realizado nesta terça-feira (19/9), em São Paulo. A consolidação de dados dos investimentos feitos por fundos de CVC entre 2019 e agosto de 2023 mostrou que o setor que mais recebeu capital das corporações foi o de tecnologia da informação (49%), seguido por serviços financeiros (13%) e bens de consumo e serviços (12%).

O levantamento também reuniu informações sobre os setores que estruturam veículos de investimento para aportar em startups: 39% são de serviços financeiros, 12% de recursos naturais e outros 12% de bens de consumo e serviços.

Durante o painel realizado no congresso, Rodrigo Gruner, diretor de Inovação e Novos Negócios da Vivo, relembrou o início da operação da Wayra no Brasil, em 2012, e declarou que ainda há espaço para o setor crescer: a própria Telefónica lançou o Vivo Ventures no ano passado para aportar em startups mais maduras e deixar o outro fundo focado no early stage. “Tínhamos receio de como seria visto, mas as conversas estão acontecendo porque os empreendedores e outros investidores entendem o valor que trazemos para escalar os negócios no B2C e no B2B”, pontuou.

Mercado Livre também apostou no corporate venture capital há mais tempo. Investindo em startups desde 2013, a tese inicial do fundo era aportar em empresas com negócios relacionados ao universo do marketplace, com foco estratégico. “Precisávamos oferecer softwares para os nossos vendedores. A partir de 2020, colocamos um pilar mais financeiro e ajustamos a tese para não necessitar de sinergia direta”, afirmou Renato Pereira, diretor sênior de desenvolvimento corporativo do Mercado Livre. Atualmente, o portfólio do fundo conta com 26 empresas – em 2020, o veículo aportou em 7 startups, enquanto que em 2023 apenas duas foram investidas.

Os números apresentados pela TTR Data indicam que até agosto de 2023 os fundos de CVC participaram de 57 rodadas de investimento – os de venture capital fizeram 133. Em 2022, o total foi de 105 aportes por veículos de CVC e 558 de VC.

Lançado em maio de 2022, a L4 Venture Builder nasceu da B3, Bolsa de Valores brasileira, e iniciou a operação em abril deste ano. Com foco em investimento em áreas adjacentes, o fundo já anunciou quatro aportes. Citando o caso da Pismo, fintech que se tornou unicórnio em 2023 após ser comprada pela Visa por US$ 1 bilhão, com a qual a B3 fazia negócios, Pedro Meduna, cofounder da venture builder, ressaltou as oportunidades de investir como grande corporação. “O relacionamento traz visibilidade para a startup, que consegue vender novos contratos. No momento do exit, você mantém o relacionamento e recebe o equity da saída”, pontua.

O exit pode acontecer dentro da própria corporação que investia na startup, como foi o caso da Kangu com o Mercado Livre. A startup de logística prestava serviços para a companhia de varejo online e recebeu um investimento minoritário que fez com que o negócio crescesse 100 vezes. Após dois anos, em 2021, a startup foi comprada.

Texto: Rebecca Silva

Redação
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