domingo, 07 junho, 2026
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Einstein cria novos centros de inovação visando se tornar hub global tecnológico em saúde

Os Centros Colaborativos de Inovação (CCIs) terão como objetivo o desenvolvimento de novas tecnologias em saúde e a preparação de novas soluções em larga escala; iniciativa prevê a abertura de um novo prédio só para essa operação

O Einstein acaba de anunciar a criação dos Centros Colaborativos de Inovação (CCIs), iniciativas voltadas à colaboração de longo prazo com a indústria para a criação de novas tecnologias em saúde. O projeto terá como objetivo trazer validação clínica aos testes e preparação das soluções para lançamento em larga escala.

Visando transformar o Einstein em um hub global de tecnologia e pesquisa e desenvolvimento e saúde, a iniciativa prevê a abertura de um novo prédio e formação de equipes próprias para a operação do novo setor de inovação. Em nota, o Einstein afirmou que a criação dos CCIs se alinha às boas práticas de organizações internacionais de referência, como a Cleveland Clinic e Mayo Clinic, nos Estados Unidos, e o Sheba Medical Center, em Israel.

Até o final de 2026, a expectativa é que seis multinacionais estejam com CCIs em desenvolvimento, nas áreas de equipamentos médicos, digital e indústria farmacêutica e que estes também sejam formados com empresas nacionais. No modelo, o Einstein mapeia necessidades clínicas não atendidas e oportunidades de novos produtos e avalia junto aos times globais das empresas seu potencial estratégico e de mercado.

Centro de Ensino e Pesquisa do Einstein — Foto: Reprodução
Centro de Ensino e Pesquisa do Einstein — Foto: Reprodução

A partir disso, são definidas as prioridades para o desenvolvimento conjunto de soluções alinhadas às estratégias tecnológicas das companhias. Nesse contexto, os projetos são concebidos considerando a escalabilidade mundial, diferentes realidades regulatórias e assistenciais, aplicabilidade em sistemas de saúde públicos e privados, sustentabilidade econômica e impacto clínico em larga escala.

Com base nessa configuração, o Einstein irá oferecer a infraestrutura assistencial, conhecimento clínico e científico, capacidade de desenvolvimento tecnológico, validação clínica, ambientes de teste em mundo real e capital humano, enquanto as empresas contribuem com tecnologia, investimento e capacidade de escala. O aporte anual mínimo para o desenvolvimento das inovações é de cerca de R$ 3 milhões anuais, por no mínimo 5 anos, e cada Centro deve reunir cerca de 10 a 20 profissionais dedicados, entre equipes técnicas, clínicas e de P&D.

“Os Centros representam uma evolução na forma como pensamos a inovação em saúde no Brasil. Nosso objetivo é criar um ambiente capaz de transformar conhecimento clínico e científico em tecnologias que são testadas e validadas em condições reais de cuidado para lançamento e escalabilidade”, afirmou em nota Sidney Klajner, presidente do Einstein Hospital Israelita.

O Einstein irá inaugurar seu novo prédio de Inovação no segundo semestre de 2026, no Morumbi, em São Paulo, integrando os CCIs ao ecossistema de inovação da organização, que reúne startups, pesquisadores e desenvolvedores. O objetivo é que, neste ambiente, as empresas parceiras aloquem seus times de pesquisa à infraestrutura do Einstein.

Por: Rennan Julio

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