quinta-feira, 23 abril, 2026
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Donald Trump adia venda do TikTok pela terceira vez; prorrogação durará 90 dias

Secretária de imprensa da Casa Branca confirmou que Trump assinará outra ordem executiva para estender o prazo para que a rede social encontre um comprador não chinês

O presidente Donald Trump, mais uma vez, dará ao TikTok um alívio temporário sobre sua possível proibição nos EUA. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou na terça-feira (17) que Trump assinará outra ordem executiva para estender o prazo para que a ByteDance, proprietária chinês da plataforma, se desfaça da mesma.

A mais recente prorrogação – desta vez por 90 dias – é a terceira vez que Trump se esquiva da iminente proibição do TikTok desde que assumiu o cargo em janeiro. “Como ele já disse várias vezes, o presidente Trump não quer que o TikTok fique obscuro”, disse Leavitt em um comunicado divulgado pela CNN.

“Essa prorrogação durará 90 dias, que a administração gastará trabalhando para garantir que esse acordo seja fechado para que o povo americano possa continuar a usar o TikTok com a garantia de que seus dados estão seguros e protegidos.”

O presidente americano já havia adiado por duas vezes, por 75 dias cada, a entrada em vigor de uma lei aprovada em 2024 pelo Congresso, que obriga a empresa controladora da rede social a ceder o controle da operação nos EUA.

Presume-se que as autoridades norte-americanas ainda estejam negociando os termos de um possível acordo que permitiria que o TikTok permanecesse operacional nos Estados Unidos, embora tenha havido poucas notícias sobre isso desde a última extensão do prazo em abril. Vários compradores em potencial estão interessados em adquirir os negócios da rede social naquele país, mas as autoridades chinesas precisariam assinar qualquer acordo.

Em abril, alguns relatórios sugeriram que um acordo provavelmente envolveria os atuais investidores norte-americanos da empresa transferindo suas participações para uma nova entidade. Essas negociações foram interrompidas pelas tarifas de Trump sobre as importações chinesas.

Por Fabiana Rolfini

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