quinta-feira, 23 abril, 2026
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Desembargadora critica ataques de Bolsonaro ao Judiciário e diz que parte da população está “enfeitiçada”

A governadora em exercício, desembargadora Maria Helena Póvoas, devolveu o cargo de governadora ao vice esta tarde. Antes, fez duras críticas ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na manhã desta quarta-feira (3),
em entrevista a uma rádio local.

Segundo a magistrada, uma parcela da população está “enfeitiçada” e não consegue enxergar a gravidade dos posicionamentos do presidente.

As declarações vieram após Maria Helena ser questionada sobre a trégua consolidada por Bolsonaro com o poder Judiciário, após uma série de ataques contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e às urnas eletrônicas.

“Fico às vezes como cidadã estarrecida de ver determinadas posições de um mandatário maior da nação, sinceramente. A gente vê que parece que uma parcela da sociedade está enfeitiçada de tal forma que não consegue enxergar isso. Não posso admitir que o mandatário maior da nação venha discutir hoje a legitimidade da urna eletrônica. Por que ele não discutiu há três anos quando a urna eletrônica o consagrou presidente da República? Ele foi 26 anos deputado com urna eletrônica. Eu passei pelo Tribunal Eleitoral e posso lhes garantir que não há menor possibilidade de fraude na urna eletrônica”, disse a desembargadora.

A magistrada ainda acrescentou que acredita que essa trégua é momentânea e que em breve podem surgir novos embates com o chefe do Palácio do Planalto. Maria Helena também defendeu que o Poder Judiciário não se cale diante dos ataques do presidente.

“Acho que daqui a pouco pode surgir um novo embate e eu não sou daquele time que acha que o judiciário tem que abaixar a cabeça e engolir uma série de coisas calado. Inclusive, digo isso aos meus colegas e ao Tribunal a que pertenço, nós temos obrigação de estabelecer uma ponte com a sociedade e isso só será feito se você conversar coma sociedade. Na medida em que você é atacado e se cala, você consente aquilo. Então, cada vez que ele desferir um ataque sou favorável de que o judiciário deve uma explicação à sociedade”, pontuou.

Já em relação à suposta candidatura do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro à Presidência da República, Maria Helena argumentou que o jurista tem legitimidade para debater assuntos políticos, visto que hoje não representa nenhuma instituição. Porém, ela criticou magistrados que discutem política partidária no exercício do cargo.

“Moro hoje tem legitimidade para discutir qualquer assunto político, se isso vai dar certo ou não é um problema que há de se discutir lá na frente com o eleitor. Mas, o que não posso concordar é com aqueles que ainda vestem a toga e discutem política. Várias vezes fui questionada se eu teria pretensão política. Primeiro, quero responder que não, mas, ainda que houvesse essa pretensão, não posso concordar com uns ou outros que ainda vestindo a toga discute projeto político”, concluiu a desembargadora.

Fonte: Folhamax

Redação
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