quinta-feira, 23 abril, 2026
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A próxima arma invisível: China testa nanodrones de combate do tamanho de uma ervilha

Miniatura voadora reforça aposta chinesa em robótica militar e levanta alertas sobre o futuro da guerra autônoma

A China avança de forma acelerada na indústria global de robótica. Embora tenha iniciado seu processo de industrialização décadas depois de países como os Estados Unidos, o país, entre 2022 e 2023, instalou mais da metade de todos os robôs implementados no mundo, desempenho que apenas ficou atrás do seu próprio recorde estabelecido entre 2021 e 2022.

E a performance chinesa no setor não se limita à escala industrial. No campo da inovação, também está na vanguarda. Uma das últimas novidades foi criada por pesquisadores da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (HUDT), principal centro de pesquisa militar do país.

Conforme relata o Futurism, os pesquisadores apresentaram recentemente um conjunto de veículos aéreos não tripulados (VANT’s) militares, com destaque para um nanorrobô de apenas 1,3 centímetro de largura, o tamanho de uma ervilha.

Com asas minúsculas e três pernas ultrafinas, esse dispositivo, quase imperceptível a olho nu, foi projetado para missões de reconhecimento e operações especiais em cenários de combate, informou um pesquisador durante uma demonstração transmitida pela mídia estatal chinesa.

Outras novidades do HUDT são um drone militar de quatro asas controlado por smartphone e um drone que pode ser lançado por um projétil de artilharia de 155 mm, permitindo seu envio em frações de segundo para locais a mais de 10 quilômetros de distância.

Apesar de detalhes técnicos como autonomia de voo, especificações da bateria e custos de produção ainda não terem sido divulgados, o ritmo de inovação sinaliza que a China está encurtando a distância que a separava de empresas ocidentais na corrida por tecnologias de ponta em defesa.

E isso fica visível nos números. Segundo o China Daily, o país já conta com mais de 450 mil empresas na área de robótica, e uma análise do Morgan Stanley indica que os drones devem se tornar o principal produto desse setor na China até 2028.

Por: Renata Turbiani

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