quinta-feira, 23 abril, 2026
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“A era da IA física chegou”, afirma Jensen Huang, da NVIDIA

Na abertura do GTC 2025, Jensen Huang, CEO da Nvidia, apresenta as novidades da companhia e as infinitas possibilidades da IA para indústrias e sociedade

O futuro será bem impactante com os avanços em Inteligência Artificial generativa e robótica. Foi o que demonstrou a NVIDIA, uma das maiores empresas de computação do planeta, na abertura da GTC 2025, sua principal conferência, em San Jose, na Califórnia.

Na apresentação do fundador e CEO da NVIDIAJensen Huang, o executivo foi enfático ao afirmar que “a Inteligência Artificial fez um progresso extraordinário” nos últimos anos. E destacou como a capacidade dessa tecnologia em entender cada vez mais o mundo físico, o mundo tridimensional, é o que vai permitir uma “nova era de IA”. “É o que chamamos de IA física”, que segundo Jensen, abrirá novas oportunidades de mercado para todos.

E isso já está acontecendo para a NVIDIA. Entre os lançamentos e novidades, a companhia anunciou a parceria com a montadora General Motors (GM). As empresas trabalharão juntas para criar sistemas de IA personalizados usando plataformas de computação acelerada da NVIDIA, incluindo o NVIDIA Omniverse com o NVIDIA Cosmos, para treinar modelos de manufatura de IA, visando otimizar o planejamento de fábrica e a robótica da GM.

A GM também usará o computador de bordo NVIDIA DRIVE AGX para futuros sistemas avançados de assistência ao motorista e experiências de direção com segurança aprimorada na cabine. Combinando IA, simulação física em 3D e infraestrutura escalável, com mais de 7 milhões de linhas de código avaliadas em termos de segurança, Jensen afirma que a NVIDIA se posiciona como líder na convergência entre IA generativa e mobilidade segura. “A era da IA física chegou e, em parceria com a GM, estamos transformando o transporte, desde os veículos até as fábricas onde eles são montados”, ressalta.

Fábricas de IA: os novos data centers

À medida que avanços em IAs se alastram, Jensen afirma que estamos vendo o crescimento das “fábricas de IA”, que alcançam tamanhos sem precedentes, e que agora, as redes precisam evoluir para acompanhar o ritmo. “As fábricas de IA são uma nova classe de data centers com escala extrema, e a infraestrutura de rede deve ser reinventada para acompanhar o ritmo”, diz Jensen.

Nesse caminho, os lançamentos Spectrum-X e o Quantum-X visam melhorar a infraestrutura de rede em data centers, enquanto reduzem drasticamente o consumo de energia e os custos operacionais. “Ao integrar a fotônica de silício diretamente aos switches, estamos rompendo as antigas limitações das redes empresariais e de hiperescala e abrindo as portas para fábricas de IA com milhões de GPUs”, diz Jensen. 

Outra novidade anunciada é o NVIDIA Dynamo, um novo software que serve a inferência de IA projetado para maximizar a geração de receita de tokens para “fábricas de IA” que implantam modelos de lógica de IA. Ele orquestra e acelera a comunicação de inferência em milhares de GPUs, e usa serviço desagregado para separar as fases de processamento e geração de grandes modelos de linguagem em diferentes GPUs. Isso permite que cada fase seja otimizada de forma independente para suas necessidades específicas e garante a máxima utilização de recursos de GPU.

IA aprimorando fluxo de trabalho

Entre as novidades, a NVIDIA também reforçou tecnologias destinadas a aprimorar capacidades de IA para acelerar fluxos de trabalho em áreas técnicas, criativas e de engenharia. Entre os lançamentos, as GPUs NVIDIA RTX PRO Blackwell. Além disso, a NVIDIA apresentou supercomputadores pessoais de IA para desktops, conhecidos como DGX Spark e DGX Station, que trazem o poder da arquitetura Grace Blackwell da NVIDIA para sistemas menores e mais acessíveis para desenvolvedores e pesquisadores de IA.

Já a nova plataforma Blackwell Ultra potencializa o treinamento e a escalabilidade de inferências em tempo de teste – a prática de aplicar maior capacidade de computação durante a inferência para melhorar a precisão – permitindo que empresas em todo o mundo acelerem aplicações, como raciocínio de IA, agentes de IA e IA física. Ela oferece 1,5 vezes o desempenho de seu antecessor. A plataforma estará disponível através de parceiros como Cisco e Dell Tech a partir do segundo semestre de 2025.

O robô “Blue” e o CEO da NVIDIAJensen Huang

Robótica em destaque

Outra tecnologia que chamou a atenção ao final da apresentação foi a Isaac Gr00t N1. Trata-se do primeiro modelo de mecanismo de física de código aberto do mundo para criar raciocínio e habilidades humanoides generalizadas. Outras tecnologias, como a Newton, um mecanismo de física de código aberto, em desenvolvimento com o Google DeepMind e a Disney Research, também possibilita o desenvolvimento de robôs humanoides, que combina dados de demonstração humana e dados sintéticos da plataforma NVIDIA Omniverse, além de um sistema de modelo de linguagem visual para planejamento de ações. E quem roubou a cena foi o robozinho, ” Blue”, que acompanhou Huang.

Um vídeo final demonstrou como a IA física, aliada à robótica, impactará industrias e a cadeia produtiva ao redor do mundo. Em resumo, a NVIDIA parece não estar abalada com os rumos de um mercado cheio de desafios econômicos e cada vez mais competitivo tecnologicamente. Ela está convicta que seus lançamentos, aliados a sua expertise e a sólida liderança de Jensen farão da NVIDIA a protagonista dessa convergência de sucesso entre inteligência humana e artificial num futuro próximo.

“Estamos em plena produção, e a demanda dos clientes é incrível, o que não é surpreendente, considerando o ponto de inflexão que estamos vivendo na IA”, afirma Huang. “A quantidade de computação necessária para a IA aumentou significativamente devido ao desenvolvimento de sistemas de IA baseados em raciocínio e treinamento de sistemas de IA agêntica”.

Por: Marcelo Brandão

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