quinta-feira, 23 abril, 2026
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Está ficando perto: táxi aéreo autônomo da Wisk deve começar a operar em 2030

Veículo elétrico sem piloto tem capacidade para quatro passageiros e pode redefinir a mobilidade urbana aérea; lançamento depende de aprovação regulatória

A empresa Wisk, adquirida pela Boeing em 2023, revelou recentemente seu modelo de sexta geração de táxi aéreo autônomo. A aeronave elétrica, projetada para transportar até quatro passageiros, não possui piloto a bordo e promete voos autônomos em áreas urbanas a partir de 2030, dependendo da certificação da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês).

A Wisk realizou cerca de 2 mil voos de teste e já está em processo de certificação do modelo, o primeiro táxi aéreo totalmente elétrico e autônomo com quatro assentos a entrar em um programa oficial da FAA.

Interior espaçoso e funcionalidades inteligentes

A nova aeronave da Wisk foi projetada com foco no conforto do passageiro. Segundo reportagem da CNET, o interior lembra mais o de um SUV do que de um avião: quatro assentos com acesso individual por portas próprias, suportes para copos, entradas para carregadores e compartimentos para bagagem de mão. Há ainda ar-condicionado e conexão Wi-Fi.

Os passageiros serão orientados por meio de uma apresentação de segurança exibida em telas internas, seguida do trajeto do voo. Em caso de emergência, o sistema conta com câmeras e botões de contato tanto dentro da cabine quanto no aplicativo da Wisk.

Como funciona o voo autônomo

Apesar de ser classificado como autônomo, o avião da Wisk opera em rotas pré-programadas. Ele detecta e desvia de obstáculos, como outras aeronaves fora do controle de tráfego aéreo, mas não utiliza aprendizado de máquina em tempo real. Segundo Uri Tzarnotzky, diretor de design de produto da empresa, “a aeronave não está pensando; está executando comandos predefinidos de forma confiável”.

A comunicação com os sistemas de solo permite confirmar que a zona de pouso está segura, completando o ciclo de voo com redundância de sistemas, desde baterias até softwares, —para garantir segurança mesmo em caso de falhas.

O serviço será acessado via aplicativo, no qual o usuário poderá organizar toda a jornada, do deslocamento até o ponto de decolagem ao trajeto final após o pouso. A Wisk pretende integrar sua operação com serviços de transporte terrestre, como bicicletas, patinetes e carros por aplicativo, oferecendo uma experiência contínua.

Sobre os preços, Tzarnotzky afirma que o custo será similar ao de um serviço premium como o Uber Black no início da operação, mas deve diminuir com a ampliação da escala. A expectativa é que o serviço atraia, inicialmente, passageiros corporativos que buscam agilidade ao sair de voos comerciais.

Embora a aeronave ainda não tenha sido testada em voo, a empresa espera iniciar os testes ainda em 2025. As primeiras operações comerciais estão previstas para cidades como Houston, Los Angeles e Miami. A aprovação final depende do processo de certificação junto à FAA.

Foto: Divulgação/Wisk

Por: Diogo Rodriguez

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