Entenda o que está por trás do design e aerodinâmica do modelo que promete revolucionar a aviação do futuro; em fase final de testes, o X-59 da Nasa planeja voos rápidos e silenciosos
Em fase final de testes, o X-59 da Nasa, um jato supersônico que promete conectar Londres e Nova York em pouco mais de três horas, busca estabelecer limites de ruído em vez de velocidade, abrindo novas rotas e oportunidades para a aviação comercial.
Com 30,4 metros de comprimento e envergadura de 9 metros, a aeronave futurista está projetada para voar a aproximadamente 1.600 km/h (1.000 mph). O modelo foi revelado ao público pela primeira vez no início de 2024.
Para entender melhor a magnitude da mudança que moldará a aviação do futuro, é crucial compreender o que é e como funciona um avião supersônico. Esse modelo de aeronave geralmente tem um formato mais aerodinâmico e pontiagudo (por exemplo, asas em delta) para reduzir o arrasto e lidar com ondas de choque de forma eficaz.
O avião supersônico geralmente é feito com materiais avançados que podem suportar temperaturas e tensões mais altas devido ao aumento da velocidade – ele é capaz de voar mais rápido que a velocidade do som (Mach 1), a 343 metros por segundo, que são incríveis 1.234 quilômetros por hora.
Para efeito de comparação, um carro de Fórmula 1 geralmente corre em velocidades médias entre 200 km/h e 300 km/h. Assim que ele ultrapassa essa velocidade, o avião oficialmente quebra a barreira do som.
A aerodinâmica do voo supersônico é chamada de fluxo compressível por causa da compressão física associada às ondas de choque ou “estrondo sônico” criada por qualquer objeto que viaja mais rápido do que o som.
Os aviões supersônicos foram desenvolvidos na segunda metade do século XX e foram usados quase inteiramente para fins de pesquisa e objetivos militares. Apenas dois, o Concorde (projeto britânico-francês desenvolvido nos anos 60) e o Tupolev Tu-144 (projeto da União Soviética), foram criados para uso civil como aviões de passageiros.
E, ao contrário do que muitos pensam, o Concorde não foi, na realidade, a primeira aeronave de transporte civil supersônica a levantar voo. Este feito cabe ao Tupolev Tu-144, que efetuou seu primeiro voo em 31 de dezembro de 1968. No entanto, um acidente em 6 de março de 1973 afetou o desenvolvimento da aeronave soviética, o que tornaria o Concorde o único avião civil supersônico em atividade comercial regular.
Por: Fabiana Rolfini


