quinta-feira, 23 abril, 2026
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O que é superinteligência artificial e por que Mark Zuckerberg está obcecado por ela?

CEO da Meta decide reorganizar divisão de IA pela quarta vez para acelerar corrida rumo a sistemas mais inteligentes que o cérebro humano

Mark Zuckerberg está determinado a transformar a Meta em protagonista de uma nova era tecnológica: a da superinteligência artificial. Para isso, o CEO da empresa anunciou nesta terça-feira (19) a quarta reestruturação da divisão de inteligência artificial em apenas seis meses, informou o jornal The New York Times. O objetivo é claro: desenvolver uma IA mais poderosa do que qualquer mente humana.

A nova estrutura da Meta divide a divisão Meta Superintelligence Labs (MSL) em quatro equipes focadas em pesquisa básica, desenvolvimento de superinteligência, integração de produtos e infraestrutura. Segundo fontes internas, a reformulação visa acelerar a criação de uma inteligência artificial geral (AGI), etapa intermediária no caminho para a superinteligência, e consolidar a empresa na disputa com rivais como OpenAI e Google.

Mas o que é, afinal, superinteligência artificial?

A superinteligência artificial (ASI, na sigla em inglês) é um conceito ainda hipotético. Trata-se de um sistema com capacidades cognitivas superiores às humanas, capaz de aprender, raciocinar, criar e tomar decisões de forma autônoma, sem as limitações que definem a inteligência humana. Para chegar lá, antes será necessário construir uma AGI, uma IA com capacidade de aprender e se adaptar em múltiplos contextos, tal como um ser humano.

Essa IA superinteligente exigiria o avanço de tecnologias como redes neurais complexas, computação neuromórfica, IA multissensorial, processamento de linguagem natural em larga escala, e a capacidade de autoprogramação. Ainda que esteja distante, os sistemas atuais, como assistentes virtuais, IA generativa e carros autônomos, já indicam caminhos.

Ambição e risco: a nova fase da corrida tecnológica

Zuckerberg não tem poupado esforços. Em junho de 2025, a Meta criou um laboratório dedicado à superinteligência e nomeou Alexandr Wang, da Scale AI, como novo chief AI officer. Também foram oferecidos salários milionários para atrair talentos de empresas concorrentes, desencadeando uma guerra de contratações no Vale do Silício.

A empresa deve investir até US$ 72 bilhões (R$ 394 bilhões) neste ano, boa parte destinada a centros de dados e infraestrutura de IA. No entanto, nem tudo são avanços: o modelo “Behemoth”, até então aposta principal da empresa, foi descartado após testes decepcionantes. Agora, o foco se volta para a criação de um novo modelo fechado, um movimento que contrasta com a política anterior da Meta de abrir seus códigos ao público.

Potenciais transformações (e ameaças) da ASI

Os defensores da superinteligência argumentam que ela poderia solucionar desafios complexos nas áreas da saúde, finanças, pesquisa científica e mudanças climáticas. Com capacidade para analisar volumes gigantescos de dados e criar soluções impensáveis por humanos, uma ASI poderia revolucionar setores inteiros.

Por outro lado, há riscos significativos. Especialistas alertam para o perigo de uma IA incontrolável ou mal utilizada, desde o aumento do desemprego tecnológico até dilemas éticos complexos. Sistemas que operam fora do controle humano podem ameaçar valores sociais e, em casos extremos, até a própria sobrevivência da humanidade.

Por: Diogo Rodriguez

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