quinta-feira, 23 abril, 2026
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Opera segue desenvolvimento do Neon, navegador com agente de IA

Novidade promete transformar a experiência de navegação.

Nos últimos meses, a Opera vem trabalhando intensamente no Opera Neon, sua nova — e ousada — aposta para o segmento de browsers. O principal diferencial do novo software — que ainda não tem previsão de lançamento — são os agentes de inteligência artificial (IA) integrados. Eles transformam completamente a experiência de navegação.

“O Ópera Neon, é um dos bons exemplos de como a Opera é uma empresa inovadora e que chega primeiro naquilo que depois vira padrão no mercado. Ele é o primeiro navegador agêntico do mundo e é o que a gente chama de Web 4.0, que é uma integração usuário-máquina ou usuário-inteligências artificiais que permitem que a experiência na navegação seja feita em conjunto com IA”, diz Juliana Psaros, Diretora Regional da Opera.

Para quem não está familiarizado com o termo, os agentes de IA são ferramentas que realizam tarefas para o usuário de forma autônoma. As ferramentas do gênero são alimentadas com modelos avançados que dispõem de capacidade de planejamento, memória, aprendizado contínuo, adaptação e até “raciocínio”.

No navegador, a tecnologia, que ainda é bastante nova, pode reservar ingressos de eventos culturais, shows de artistas musicais, comprar peças de roupas, entre outras atividades com base em instruções de texto. A Opera por sua vez, está desenhando um browser capaz de realizar essas atividades, mas com alguns diferenciais importantes.

“O Opera Neon é um navegador para diversas audiências que podem ter interesse para fins diferentes, específicos. É um projeto bastante robusto com diferentes características e os seus usos são os mais diversos quanto são os usuários em potencial”, afirma Psaros.

Opera Neon com IA

O Neon possui três modos principais, todos alimentados por inteligência artificial, mas com propósitos que se diferenciam um pouco. O primeiro deles é o “Chat” que, para quem está familiarizado com os navegadores da norueguesa, em especial o One, funciona de maneira semelhante a Aria — a assistente de IA nativa da empresa. Neste modo, é possível interagir com chatbot em conversações, assim como acontece com ChatGPT, Gemini e outros.

O segundo é o “Do”, capaz de realizar tarefas no navegador em nome do usuário. É possível, por exemplo, pedir ao Neon a adição de produtos ao carrinho em plataformas de e-commerce ou compra de passagens aéreas para destinos em todo o mundo. Quanto mais detalhado em mais específico for o pedido, melhor será o resultado entregue pela funcionalidade.

Há também o “Make”, que é capaz de “criar” projetos do zero. A ferramenta é capaz de fazer relatórios, planilhas, apresentações de slides, incluindo apresentações interativas, e até jogos. A funcionalidade leva um pouco mais de tempo para concluir o usuário solicitou. Porém, continua trabalhando remotamente até mesmo quando o usuário não está com o navegador aberto.

Tanto no Neon “Do” quando no “Make”, os usuários podem ver o passo a passo das ações que estão sendo tomadas pelo sistema de inteligência artificial.

Por enquanto, a Opera está desenvolvendo o navegador. Ao menos por enquanto, a empresa não tem previsão de lançamento. Também é importante lembrar que o Neon é um serviço que exigirá uma inscrição paga, mas os valores ainda seguem um mistério.

A gente ainda não tem um valor público definido para compartilhar nesse momento, mas certamente o ponto das necessidades de cada mercado deve ser levado em consideração, sobretudo pensando que o Brasil é um dos maiores consumidores de inteligência artificial no mundo. Então, já é um mercado bastante estratégico para nós. E certamente seguirá sendo um mercado estratégico no lançamento total de Opera Neon”, afirmou a diretora regional.

Por: Vinicius Marques

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