quinta-feira, 23 abril, 2026
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Sonda da NASA faz voo mais próximo ao Sol e divulga imagens inéditas; veja

Além das imagens impressionantes, a sonda ajudou a desvendar um mistério por trás dos ventos solares.

Na última quinta-feira (10), a NASA divulgou as imagens registradas pela sonda Solar Parker do seu voo mais próximo ao Sol. A NASA lançou a sonda Parker em agosto de 2018, que, em apenas dois meses, se tornou o objeto artificial a chegar mais próximo do Sol, a apenas 6,1 milhões de quilômetros da estrela.

Porém, na véspera do Natal do ano passado, a sonda da NASA quebrou seu próprio recorde em seu primeiro voo que passou pelo Sol. A Parker ficou a somente 3,8 milhões de quilômetros de distância.

Durante o voo, a sonda coletou dados do Sol usando seus instrumentos para coleta de dados, como o WISPR, que, segundo a NASA, capta imagens ultrawide.

A NASA recebeu as imagens em alta resolução no início deste ano, que fornecem novos insights sobre o vento solar. O vento solar é um fluxo constante de plasma que atinge todo o Sistema Solar, com velocidades que chegam a mais de 500 quilômetros por segundo.

Aliás, quem teorizou a existência do vento solar foi o físico Eugene Parker. O físico foi homenageado pela NASA com a sonda que ajudou a compreender o fenômeno desde seu primeiro voo próximo ao Sol.

O Sol gera duas formas de vento solar: um mais lento, com maior densidade e menos conhecido. E o mais rápido se movimenta em até 800 quilômetros por segundo.

Dados anteriores de outras sondas revelaram que os ventos solares são mais erráticos próximos ao Sol, fazendo curvas acentuadas em campos magnéticos. Os cientistas batizaram esse fenômeno de “switchback”, ou reversões magnéticas.

Em 2024, a NASA anunciou que os dados que a sonda Parker obteve em 2021, em seu anterior voo mais próximo ao Sol e o primeiro a entrar na coroa, ajudaram os cientistas a descobrir que as reversões magnéticas geravam os ventos solares rápidos.

sonda Parker foi a primeira espaçonave a entrar na coroa do Sol, a atmosfera externa com temperaturas que superam dois milhões de graus Celsius. Desse modo, o voo mais próximo ao Sol foi um marco para a NASA, que provou a capacidade da sonda em suportar o clima extremo.

A Parker, enquanto aguentava o calor intenso e a radiação, conseguiu registrar imagens de explosões solares — ou ejeção de massa coronal (EMC) — colidindo e se formando próximas ao Sol.

Veja:

Sobre a conquista científica, a NASA destacou que os dados da sonda são “vitais” para modelagem da formação e evolução de eventos climáticos espaciais. Além disso, a Parker ajudou a resolver mais um mistério: o vento solar lento tem duas origens.

Uma variante tem ondas Alfvén, com reversões magnéticas, enquanto a outra surge por loops magnéticos em regiões mais quentes.

Por: Pablo Nogueira

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